A ALGcom, fabricante sediada em Caxias do Sul (RS) e especialista em infraestrutura de telecomunicações, redes e energia, recebeu financiamento de R$ 10,18 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O aporte, repassado por meio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações, será integralmente revertido no desenvolvimento e produção em escala industrial de uma nova geração de data centers modulares nacionais.
O que são Data Centers Modulares e qual a sua importância
Diferente dos centros de processamento de dados tradicionais — que exigem grandes construções de alvenaria e anos de planejamento —, os data centers modulares funcionam como estruturas pré-fabricadas e integradas.
A grande vantagem do projeto da ALGcom é a eficiência e a velocidade:
A tecnologia promete cortar pela metade o prazo para colocar uma unidade em operação.
Por serem modulares, facilitam a instalação em locais de difícil acesso, descentralizando a infraestrutura digital do país.
O projeto inclui o desenvolvimento de sistemas de precisão que cruzam dados de consumo de energia e controle térmico, garantindo alta eficiência energética.
Geração de Empregos e Patente Brasileira
Com conclusão prevista para 2028, a iniciativa terá uma equipe própria de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) dedicada ao longo de 36 meses, contando com o apoio técnico de universidades e instituições de ciência e tecnologia da região serrana.
O impacto econômico direto na região também é expressivo:
Espera-se que o projeto resulte em uma patente tecnológica 100% brasileira e gere mais 80 novos postos de trabalho (50 diretos e 30 indiretos).
Soberania Tecnológica em Pauta
Em um momento em que a demanda por armazenamento de dados e processamento de Inteligência Artificial cresce exponencialmente, reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros é estratégico para o Brasil.
Como destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante:
“Investimentos como esse fortalecem o setor brasileiro de telecomunicações, aumentando a competitividade, impulsionando a soberania tecnológica nacional e a cultura de inovação do país.”
O Rio Grande do Sul, mesmo diante de desafios, consolida-se mais uma vez como um dos principais polos de tecnologia de ponta e reindustrialização do Brasil.
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