
Localizada no bairro Restinga, na zona sul de Porto Alegre, a Casa das Mulheres do Hip Hop e LGBTQIAP+ se consolida como uma das experiências comunitárias e culturais mais potentes e inovadoras da América Latina. O projeto inverte a lógica tradicional sobre as periferias: a Restinga deixa de ser vista apenas como um território vulnerável dependente de recursos externos e se afirma como um polo produtor de conhecimento, soluções urbanas e tecnologia social.
Mais do que um equipamento cultural, o Pavilhão opera como uma infraestrutura social integrada que une arte, esportes radicais, justiça climática, direitos humanos e economia solidária, projetando suas soluções locais para o cenário internacional do Mercosul.
Os Pilares da Transformação
1. Liderança Potente e Gestão Comunitária
Idealizado pela B-Girl Ceia (Claudisseia Santos), o projeto nasce da fusão entre a vivência nas ruas e o conhecimento em gestão e políticas públicas. Com uma liderança feminina diversificada — composta por mulheres negras, lésbicas, bissexuais e pessoas trans —, o espaço aplica na prática a máxima “quando uma sobe, puxa a outra”, gerando autonomia e fortalecendo o direito à cidade para populações historicamente marginalizadas.
2. Formação Integral nos 5 Elementos do Hip Hop
Alinhada ao Decreto nº 11.784/2023, que institui diretrizes nacionais para a cultura Hip Hop, a Casa oferece formações estruturadas que funcionam como metodologias de educação e cidadania:
- MC (Lyrical & Rima): Expressão e formação verbal com MC Negra Daya.
- Graffiti (Artes Visuais): Intervenção urbana com Sandy Kyoko.
- DJ (Discotecagem & Ritmo): Técnica e pesquisa com DJ Luizza Graciano da Silva.
- Breaking (Dança & Esporte): Expressão corporal e esporte com Breaking Jess Vegano.
- Conhecimento (5º Elemento): Pensamento crítico e cidadania com Larissa Ignácio de Matos.
3. Justiça Climática e Esportes Radicais
A Casa atua diretamente na formulação de respostas para as urgências do ambiente urbano. Frente aos eventos climáticos extremos enfrentados no Rio Grande do Sul, o local promove a conscientização ambiental, sustentabilidade e ecologia urbana no cotidiano comunitário. Além disso, fomenta modalidades como skate, street workout e o próprio Breaking — modalidade olímpica —, transformando o corpo em linguagem e a rua em espaço público de aprendizagem e saúde.
4. Economia Popular, Solidária e Autonomia
Entendendo que a autonomia cultural exige sustentabilidade financeira, o projeto fomenta a economia popular. Ao criar redes de trabalho, geração de renda e oportunidades para a comunidade, a iniciativa transforma saberes em ferramentas permanentes de independência econômica.
Dimensão Territorial e Projeção Internacional
A Restinga não perde sua identidade ao dialogar globalmente; pelo contrário, é a partir de sua vivência local que a Casa estabelece conexões e intercâmbios de soluções com outros países do Cone Sul e da América Latina. O conhecimento gerado na periferia de Porto Alegre passa a servir de referência para a criação e a qualificação de políticas públicas em diferentes escalas.
Estrutura e Contatos
A sustentação e articulação do Pavilhão contam com o trabalho diário de uma equipe dedicada e de uma rede de parcerias institucionais e comunitárias:
- Idealização e Gestão: Claudisseia Santos (B-Girl Ceia)
- Coordenação e Supervisão: Fernanda Santos e Arthur Silveira
- Administrativo: Natalia Lara
- Comunicação e Mídias: Studio Criativo ILAH²
- Zeladoria e Manutenção: Uiliam Reis
- Redes Sociais: Instagram @casadasmulhereshiphoprs | @CaisDaQuebrada
- Atendimento (WhatsApp): (51) 98513-6631
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