
A divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF), tornados públicos após a suspensão de sigilo determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em 3 de setembro de 2026, deu início a um dos capítulos mais tensos da história recente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os documentos elaborados pela corporação atribuem ao ministro André Mendonça condutas que, segundo os investigadores, configurariam “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
A ação de hoje, de André Mendonça determinando o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é aito confissão de crime de Abuso de Autoridade, no mínimo.
As acusações formuladas pela PF derivam dos desdobramentos das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Nos relatórios, os investigadores sustentam que a atuação do magistrado extrapolou os limites constitucionais da supervisão judicial:
Atuação como investigador: Segundo a PF, o ministro teria exigido o acesso direto a dados brutos extraídos de aparelhos celulares antes da realização da devida triagem e análise técnica pela perícia. Tal postura, na avaliação da corporação, colocaria o julgador na posição atípica de explorar provas diretamente, comprometendo o sistema acusatório.
Seletividade e direcionamento: Os relatórios indicam a existência de aparente assimetria no tratamento dos procedimentos, sugerindo que o ritmo das investigações e a definição de alvos poderiam ser influenciados pelo perfil político dos envolvidos.
Interesse na investigação de pares: Os documentos apontam que o ministro demonstrou interesse em abrir apuração formal contra o ministro Alexandre de Moraes, chegando a solicitar “provocações” à equipe policial para fundamentar a abertura do procedimento — ponto que a própria PF, contudo, classificou no relatório como de “confiança baixa”.
Interferência em delações premiadas: A corporação aponta ainda sugestões de concessão de benefícios sem previsão legal a delatores, acompanhadas de manifestações explícitas de desconfiança em relação à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A autonomia técnica da Polícia Federal é indispensável para garantir a cadeia de custódia das provas e evitar a contaminação do processo por ingerências externas.
Sob esse ângulo, a exigência de dados brutos ou a determinação do rumo das apurações por parte do julgador feriria a separação das funções de investigar, acusar e julgar.
As ações de André Mendonça seguem os mesmos passos e metodos da Criminosa Lava Jato e se evidenciam como parte de um novo Golpe contra as instituições do Estado e da Democracia.
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