
A relação “societária” de Flávio Bolsonaro com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, traz à tona um emaranhado de conexões que vai muito além do mero acaso.
No universo da política e dos negócios que orbitam o poder, o conceito de “coincidência” costuma ser esticado até os seus limites matemáticos. Mas quando linhas paralelas se cruzam em endereços exatos, registros de junta comercial e contratos de contabilidade, a casualidade desaparece e a roubalheira aparece.
O mesmo teto comercial em Águas Claras
O primeiro ponto de intersecção está no papel. A Bravo Grafeno, empresa voltada ao comércio de capacetes da qual o senador é sócio, foi registrada formalmente na Sala 2601 do Edifício Connect Towers, localizado em Águas Claras, no Distrito Federal.
Até aí, poderia ser apenas um endereço em uma junta comercial. Mas o mesmo espaço físico é também domicílio fiscal de pelo menos 16 empresas diretamente ligadas ao “Careca do INSS” — figura central no esquema de roubo aos Aposentados e ao INSS.
Compartilhar a mesma sala comercial entre negócios tão heterogêneos é prática comum em escritórios de fachada ou endereços virtuais, o que já demonstra o foco em fazer falcatruas.
Mas a coisa vai mais longe
O mesmo contador e a irmã do contador do Careca como advogada do… Flavio Bolsonaro
Se a coincidência imobiliária já chama a atenção, o elo contábil e operacional aprofunda as suspeitas. A Bravo Grafeno e o próprio escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro contrataram os serviços de contabilidade geridos por Alexandre Caetano dos Reis.
Alexandre não é uma figura distante do universo do “Careca do INSS”: ele figurou formalmente como sócio de Antônio Carlos na offshore Camilo & Antunes Limited. Para selar o nível de proximidade e confiança entre as estruturas, a irmã de Alexandre, Letícia Caetano dos Reis, atua na administração do escritório de advocacia do próprio senador.
Contudo, na gestão pública e na vida política, a contabilidade e a sede de uma empresa de um agente político de alto escalão não são detalhes triviais. Quando um senador da República compartilha endereço e operadores contábeis com alvos de investigações federais, a sociedade não pode se contentar com justificativas genéricas de “coincidência”.
Vamos ver se a Polícia Federal e o STF vão a fundo o suficiente para desmascarar de vez mais esta trama que rouba dinheiro do povo brasileiro na cara dura.
Pior que com juízes como André Mendonça, sempre há o perigo de querer jogar a Culpa no filho do Lula, embora este não tenha nada a ver, por que no caso.
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pois é…
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