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POR QUE TANTOS MORRERAM NO HAITI

Leio na grande mídia: Bush e Clinton vão criar uma fundação para “salvar” o Haiti. Segundo ambos, ” o Haiti vai continuar”. Feito urubus, estes dirigentes americanos se lançam sobre os corpos do pobre povo haitiano, tentando fazer média com a humanidade. Mas são os Estados Unidos os responsáveis pela miséria absoluta que assola aquele país antes e depois do terremoto. Senão vejamos: A intervenção americana, através da sustentação de governos golpistas e ditatoriais no Haiti é conhecida, como o é aliás, a ação americana em apoio a ditaduras em toda a américa central e do sul. Os americanos, através do FMI, impuseram a compra de arroz e outros produtos agrícolas e industriais americanos aos haitianos, fazendo com que milhões de pequenos agricultores saíssem de suas terras e migrassem para as cidades, em especial Porto Principe. Milhares de mortos no terremoto, morreram por que moravam em situação precária, culpa evidente dos americanos, conforme demonstra trecho do relatório da OXFAM sobre a fome no mundo. A Oxfam International (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxfam) é uma confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça, através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais.

Empurrões na porta: pressões de todos os lados
Os países em vias de desenvolvimento há muito que sofrem pressões das instituições financeiras internacionais e de grandes exportadores de bens alimentares para abrir os seus mercados do arroz e de outros alimentos básicos. Desde o início dos anos 80 que o FMI e o Banco Mundial usam formalmente o condicionamento à concessão de empréstimos, e informalmente outros métodos de persuasão, para forçar os países em vias de desenvolvimento a desregulamentar e liberalizar os seus mercados agrícolas.
Em 1995, o FMI forçou o Haiti a reduzir as suas tarifas aduaneiras para o arroz de 35% para 3%, o que resultou num aumento das importações de arroz em mais de 150% entre 1994 e 2003. Hoje, três em cada quatro pratos de arroz consumidos no Haiti vêm dos Estados Unidos. Isto pode ser boas notícias para a Riceland Foods of Arkansas, a maior unidade de processamento de arroz do mundo. Os lucros da Riceland subiram 123 milhões de dólares americanos de 2002 para 2003 graças, em grande parte, ao aumento de 50% nas exportações, sobretudo para o Haiti e Cuba. Mas foi devastador para os agricultores de arroz no Haiti, onde as regiões de produção de arroz registram agora das taxas mais elevadas de pobreza e malnutrição. ( O Relatório na íntegra está aqui )

A desgraça na América Latina vem voando. Antes vinha nas asas da águia, símbolo do Estados Unidos. Agora vem nas asas de grandes urubús que vem se refetelar entre os corpos e tragédia do povo Haitiano, que eles mesmos criaram durante décadas, sustentando ditadores assassinos e sanguinários, ou financiando golpes contra presidentes legitimamente eleitos, como Bertrand Aristide. Muito ouviremos choro dos grandes nos próximos dias. Mas Fundos como este que Bush e Clinton estão criando agora, Bush também orquestrou para “recuperar” o Iraque após a invasão americana. As obras de recuperação foram todas entregues a empresas americanas sem uma licitação internacional sequer. A morte de milhares de Haitianos pode nos sensibilizar, mas não pode fechar nossos olhos diante do que advirá de uma “salvação” orquestrada dentro dos salões da Casa Branca. O Império se prepara para fincar novas balizas nas terras que já não eram mais suas. Fora Abutres Americanos do Haiti e da América. Aqui eles vem chorar mortos mas no Iraque e no Afeganistão a sua máquina de guerra produziu e continua produzindo cadáveres  tão humanos quanto os Haitianos. A Solidariedade com o povo Haitiano é nescessária. O povo Haitiano precisa do apoio do mundo. E precisa principalmente do apoio do Brasil. O Brasil, que comanda a Minustah não pode permitir que os americanos montem circo no Haiti. O império quer encobrir sua responsabilidade pela situação do Haiti e de quebra ainda quer manter o Haiti como receptador de seus produtos de segunda e terceira escolha. Não há nada de Humanitário na proposta americana. Só interesse comercial. Apoiemos o povo Hatiano como já vimos fazendo através da Minustah, para a sua reconstrução, mas sempre com os olhos bem abertos, por que os abutres não se contentarão somente com o Haiti.


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