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LULA AJUDA O EMPRESARIADO GAÚCHO A COMPREENDER AS “REFORMAS DE BASE”. SERÁ?

Me senti provocado a escrever o presente artigo ao ler a Revista Industria em Ação, de Agosto, publicação mensal da FIERGS. Vários empresários e dirigentes da Classe Empresarial se manifestam sobre o tema Rio Grande Tecnológico. No meu entendimento assumem alí uma postura diferente daquela tida pelo mesmo empresariado no período pós golpe militar e nos subsequentes governos que vieram após a ditadura. De contumazes defensores da privatização a qualquer custo, parece agora terem mudado de opinião com relação a participação do estado na economia e no desenvolvimetno pátrio, e neste caso, em especial no RS.

Luiz Müller

Todas as experiências da história, parecem demonstrar que as sociedades futuras estão sempre contidas nas sociedades que as precedem. Uma fotografia de hoje no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul, pode bem exemplificar isto. Na revista “Industria em Ação”, do mês de agosto/2010, da Federação das Industrias do Rio grande do Sul, Leio a seguinte fala: …” Uma região como a de Caxias do Sul, que gera 7 milhões de toneladas de carga ao ano, não pode ficar dependente apenas de rodovias. A implantação do modal ferroviário é urgente” (Ricardo Portella Nunes, Coordenador do Conselho de Infra estrutura da FIERGS ). O “modal ferroviário” da Rede Ferroviária Federal existia em Caxias do Sul e em Boa Parte do Rio Grande. Ligava a Serra, ao Centro do Estado e de lá para a fronteira e para o Sul, incluindo a cidade de Rio Grande. Os governos militares no entanto, com o apoio explicito do empresariado Gaúcho e nacional, ao invés de modernizarem os modais ferroviários, preferiram fecha-los aos poucos, culminando com a privatização da RFFSA no governo FHC, não sem o novamente explicito apoio do mesmo empresariado e de suas representações, inclusive a FIERGS. Segundo as “representações empresariais”, incluindo a FIERGS, a RFFSA estava sucateada por se tratar de uma estatal e a privatização seria o melhor caminho para alavanca-la. A América Latina Logística é quem adquiriu toda a estrutura da RFFSA, financiada com recursos públicos advindos do BNDES. E desde então, só arrecadou e amealhou lucros transportando cargas e pouco ou nada investindo na agora “tão urgente” estrutura Ferroviária. O Estado, antes odiado pelo empresariado, a ponto de o transformarem em elefante grande, velho e lento em suas propagandas privatistas, agora é obrigado a intervir para dar ao país os Modais de Transporte necessários a esta antes impensada capacidade produtiva do povo brasileiro e gaúcho. Impensada na mente retrógrada e servil do tal empresariado nacional, que à primeira propaganda imperialista, não se fez de rogada e financiou, junto com o império americano, o golpe militar que derrubou Jango em 1964, quando apresentou ao Brasil a sua disposição de fazer as “Reformas de Base”, cujo texto básico havia sido elaborado pelo gaúcho Alberto Pasqualini justamente o que agora o Governo Lula vem construindo no país. Silenciosas e rápidas, transformações profundas vem sendo construídas nos últimos 8 anos.O Estado nacional vem retomando seu papel regulador e até mesmo interventor, quando necessário. E parece, desta vez com o apoio do empresariado gaúcho, representado na FIERGS, pelo menos é que se pode depreender de seu coordenador de infraestrtura. Espera-se no entanto, que o “germem” agora fecundado da sociedade futura no Brasil, não seja novamente solapado, arrancado e psioteado daqui pouco, pelas aves de rapina imperiais, amparadas pelos braços empresariais e midiáticos nacionais. Começaremos  então a erguer os pilares de uma nova sociedade com justiça social, emprego, distribuição de renda e vida digna para todos os brasileiros.


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