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Tradução de comunicado do Wikileaks

Um peregrino, guerreiro das novas tecnologias, esta colocando o Império do Norte em polvorosa. Descobrimos afinal, que os americanos ouvem até as fofocas nos corredores das embaixadas, além de urdirem golpes militares e de outros tipos pelo mundo afora. Contra a verdade que se estabelece nos salões acarpetados ou nos corredores e ante salas dos poderosos, estão tentando prender Julian Assange. Há quem pense em condenar ele e seus informantes a morte. Querem esconder as verdades que nem sempre transparecem ao senso comum. Tem medo que o Senso Comum saiba o quanto é comum o estabelecimento de verdades as quais o povo não tem acesso. Julian Assange, com seu Wikileaks é um combatente desta nova era. Já deixou sua marca nem tão indelével assim “no lombo” do império e de quem segue os métodos do império para perpetuar o status quo. Leia abaixo texo Pescado do Blog O que não está a venda

“A primeira infoguerra séria começou. O campo de batalha é o Wikileaks. Vocês são os soldados”, escreveu John Perry Barlow no Twitter.
A batalha entre a censura e a liberdade de expressão está escalando. Esta semana viu Amazon, Tableau, EveryDNS e Paypal abandonarem, em rápida sucessão, os serviços ao Wikileaks, ataques distribuídos de negação de serviço que fizeram com que o site saísse do ar múltiplas vezes e crescente pressão política dos governos dos Estados Unidos (2), da Austrália e da França.
O governo dos EUA chegou ao ponto de avisar a Suíça que ela não deveria conceder asilo político a Julian Assange, relata 20 Minuten. Numa carta aberta no Der Sonntag, o embaixador estadunidense na Suíça, Donald Beyer, escreveu que “a Suiça terá que considerar com cuidado se vai oferecer guarida a um fugitivo da justiça”. No entanto, políticos suíços como Cédric Wermuth, presidente do Partido Socialista Jovem, Bastien Girod, presidente do Conselho Nacional dos Verdes e o Partido Pirata Suíço têm reiterado o seu apoio a Assange e a disposição de conceder-lhe asilo.
O massacre vai criando crescente resistência. “A pressão americana para dissuadir empresas nos EUA de apoiar o site do Wikileaks gerou uma reação na internet na qual indivíduos estão redirecionando partes de seus próprios sites para o provedor sueco do Wikileaks”, escreve o Guardian. “Ao mesmo tempo, apareceram vários sites espelho do Wikileaks — no horário do almoço de hoje, a lista já tinha 74 membros e continha sites que têm o mesmo conteúdo do Wikileaks e — crucial — linques para baixar os 250.000 telegramas diplomáticos dos EUA”. A lista espelho conta agora com centenas de domínios.
Num pronunciamento divulgado pelo Partido Pirata Suíço, o provedor do Wikileaks na Suíça, a Switch, disse que não havia “nenhuma razão” pela qual o site deveria ser forçado a sair do ar, apesar das exigências da França e dos EUA. Em resposta ao governo da França, o provedor francês OVH declarou que cabia aos juízes, e “não aos políticos ou ao OVH solicitar ou decidir o fechamento do site”.
John Karlung, executivo do provedor sueco do Wikileaks, a Bahnhof, disse ao Daily Beast que “o serviço é oferecido na Suécia — onde se aplica a lei sueca. Não estamos submetidos à lei dos EUA, da China ou do Irã”. Ele disse que os EUA não haviam entrado em contato com a empresa para pedir o cancelamento da hospedagem para o Wikileaks; quando perguntado sobre se a Bahnhof o acataria, no caso de que esse pedido fosse feito, ele respondeu: “claro que não”.
Evgeny Morozov alertou, no Financial Times, que a reação dos EUA contra o Wikileaks e Julian Assange pode ter consequências inesperadas: “o Wikileaks poderia ser transformado, de meia-dúzia de voluntários, em um movimento global de geeks politizados clamando por vingança. O Wikileaks de hoje fala a linguagem da transparência, mas ele poderia rapidamente desenvolver um código de anti-americanismo explícito, anti-imperialismo e anti-globalização […] Uma tentativa agressiva de perseguir o Wikileaks — bloqueando o seu acesso à internet, por exemplo, ou atacando seus membros — poderia instalar o Sr. Assange (ou quem o suceda) ao leme de um novo e poderoso movimento global, capaz de paralisar o trabalho de governos e corporações ao redor do mundo”.
Original aqui. Tradução de Idelber Avelar, do Blog o Biscoito Fino e a Massa.

Um pensamento sobre “Tradução de comunicado do Wikileaks

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