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Catador de papel passado

Pescado do Diário Gaúcho
Câmara aprovou projeto do senador Paulo Paim (PT) que regulamenta as profissões de catador e reciclador. Falta agora a aprovação da presidente Dilma
Depende ainda da aprovação da presidente Dilma Rousseff, mas a notícia da regulamentação das profissões de catador de materiais recicláveis e reciclador de papel, aprovada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, foi recebida com otimismo por quem garante o sustento a partir da catação de material reciclável.
– Com a lei, estamos tendo respeito e o reconhecimento do nosso trabalho. Somos uma categoria de trabalhadores, não somos mais lixeiros – afirma Ana Regina Medeiros de Lima, coordenadora da Federação dos Recicladores do RS.
Medo da burocracia
Ana observa que a lei vem mostrar que os catadores fazem parte do mercado, embora a maioria ainda não contribua para a Previdência Social e seja marginalizada. Pelos cálculos da federação, há no Estado cerca de cem grupos identificados e organizados que trabalham com reciclagem. Em cada um deles, trabalham em média 30 pessoas.
Alexandro Cardoso, representante no Estado do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, acredita na melhoria da autoestima dos trabalhadores, mas teme a burocratização da atividade com a criação da lei.
“O pessoal tinha preconceito”
Na Capital, entre os catadores há 8 mil carroceiros, 6 mil carrinheiros e 700 que trabalham em unidades de triagem.
Carmen Lúcia Araújo Bandeira, 40 anos, trabalha no Centro de Triagem da Vila Pinto, no Bairro Bom Jesus, há cinco anos e diz que o trabalho ainda não é valorizado. Agora, com uma profissão, ela acha que as coisas vão melhorar.
– O pessoal tinha preconceito, chamava de lixeira – lembra.
Ana Lúcia dos Santos, 41 anos, tem dez anos de experiência em unidades de triagem. Com a novidade, se sente mais importante.
– Eles passam a ser personalidade reconhecida pela sociedade – comenta o senador Paulo Paim (PT), autor do projeto.
Saiba mais
– Após a presidente Dilma aprovar o projeto, os catadores deverão comparecer à Superintendência Regional do Trabalho para obter o registro profissional. Menores de 18 anos podem exercer a profissão, desde que de acordo com a CLT.
– A proposta estabelece que o catador é aquele que, sozinho ou em uma cooperativa, colhe, seleciona e transporta material nas ruas e empresas para venda ou uso próprio.
– A lei facilitará a criação de associações e sindicatos. Os catadores poderão, por exemplo, cadastrar-se como pequenos empreendedores. Desta forma, terão acesso a vários benefícios, como, por exemplo, financiamentos para ampliar as atividades.

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