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PT, PTB,PCdoB e partidos da base lançam Tarso Genro à Releição ao Governo do Rio Grande

“Estamos conseguindo constituir um novo bloco social histórico-político para colocar o Rio Grande do Sul em outro patamar de desenvolvimento democrático e de civilidade política. Eles não controlam mais automaticamente todo o setor empresarial, pois hoje temos pequenos, médios e grandes empresários apoiando o nosso projeto porque ele está gerando consumo, renda, mercado e desenvolvimento. É isso que eles não querem”. Tarso genro

Tarso Genro: “O que dói na direita conservadora que sempre manipulou o Estado a partir de seus interesses é que nós estamos tendo sucesso”. | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Nossa responsabilidade este ano é superior ao nosso território político”

Aplaudido de pé pela militância e pelos dirigentes partidários que lotaram o salão da Igreja Pompeia, Tarso Genro aceitou a indicação para assumir a pré-candidatura à reeleição. “Sinto-me extremamente honrado e aceito que meu nome seja submetido à coalizão de nossos partidos”, afirmou o governador, destacando algumas particularidades do cenário eleitoral de 2014. “Na eleição deste ano, nossa responsabilidade é superior ao nosso território político. Nós temos um compromisso de afirmação e resistência a cumprir diante da atual conjuntura internacional e, em especial, na América Latina”, disse Tarso, citando o cerco político midiático que os presidentes Nicolas Maduro (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil) vêm sofrendo:

“No Brasil, nós estamos vivendo um cerco midiático partidarizado contra a presidenta Dilma, que se manifesta mais ferozmente nas últimas semanas com um ataque a Petrobras. O que esse cerco quer é reduzir as funções do Estado e desmantelar as políticas sociais que estamos construindo. Eles querem destruir a presidenta Dilma e o nosso governo, mas eles vão levar uma cacetada histórica.”

Tarso Genro defendeu a concepção de desenvolvimento que vem sendo implementada no Rio Grande do Sul nos últimos três anos. “Para nós, da esquerda democrática e socialista, falar de desenvolvimento só tem sentido se ele se dá de baixo para cima, se ele constitui a partir do território mediações políticas, econômicas, técnicas e financeiras para que a sociedade se desenvolva combatendo as desigualdades sociais e as desigualdades regionais. Para isso, o projeto tem que ser claro e transparente, incorporando os micros, pequenos e médios empreendedores, garantindo financiamento para suas atividades, gerando emprego, renda e novos sujeitos sociais capazes de demandar mais do Estado em direção da igualdade, da liberdade e da justiça. Esse é o desenvolvimento que queremos, não é qualquer desenvolvimento”.

“O que dói na direita conservadora que sempre manipulou o Estado a partir de seus interesses”, acrescentou o governador, “é que nós estamos tendo sucesso”. “Estamos conseguindo constituir um novo bloco social histórico-político para colocar o Rio Grande do Sul em outro patamar de desenvolvimento democrático e de civilidade política. Eles não controlam mais automaticamente todo o setor empresarial, pois hoje temos pequenos, médios e grandes empresários apoiando o nosso projeto porque ele está gerando consumo, renda, mercado e desenvolvimento. É isso que eles não querem”.

Tarso Genro criticou também a ofensiva político-midiática que vem sendo lançada contra o governo nos últimos dias em função dos aumentos salariais aprovados para os servidores públicos:

“O Estado estava sucateado quando chegamos. O Estado pagava soldos miseráveis à Brigada Militar, não respeitava seus técnicos e arrochava o salário dos professores. Foi aplicado um arrocho salarial brutal aos servidores nos últimos oito anos. Nós começamos a mudar essa situação em nosso governo, integrando os servidores públicos a um projeto democrático. E essa proposta está sendo brutalmente combatida, com um processo de manipulação da informação que é feito aqui no Rio Grande do Sul. Quando recuperamos as funções públicas do Estado, instituindo a EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), anunciaram o fracasso da iniciativa mesmo antes de criarmos a empresa. Agora, quando estamos recuperando os salários dos policiais, dos brigadianos, dos professores e dos técnicos do Estado, dizem que estamos gastando demais. . Para eles, os funcionários não só não merecem, mas deveriam ser demitidos através dos processos de demissão voluntária que eles sempre utilizaram para esvaziar o Estado”.

Tarso: "Quem são eles, os donos da mídia, que cresceram no leito da ditadura, para querer substituir o Estado?" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

 Em defesa dos partidos e da política

O governador criticou, por fim, a campanha contra os partidos e contra a política e questionou a legitimidade dos donos da mídia para querer substituir o Estado:

“Eu confio nos partidos que compõem a Unidade Popular pelo Rio Grande e confio, sobretudo, na capacidade militante das bases dos nossos partidos. Precisamos reinventar aquele espírito originário que aqui no Rio Grande do Sul já moveu grandes lutas populares pela Democracia e pela República. Esse espírito hoje sofre um ataque incessante, por meio de uma campanha midiática miserável contra os partidos e contra a política. Quem são eles, os donos da mídia, para querer substituir o Estado? Quem são eles, os donos da mídia, para querer dar lição de moral aos partidos políticos, eles que cresceram no leito da ditadura?”

No final do ato, Ary Vanazzi pediu uma salva de palmas em homenagem a Antonio Losada, militante histórico e um dos fundadores do PT, que faleceu na sexta-feira.

Com informações do Sul 21


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3 pensamentos sobre “PT, PTB,PCdoB e partidos da base lançam Tarso Genro à Releição ao Governo do Rio Grande

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  3. Sou pelo equilíbrio de poderes , aqui vejo um bom começo para os próximos tempos ;D
    Muito lúcido discurso , parabéns Sr. Tarso , por tudo ;D…

    “Na eleição deste ano, nossa responsabilidade é superior ao nosso território político. Nós temos um compromisso de afirmação e resistência a cumprir diante da atual conjuntura internacional e, em especial, na América Latina”, disse Tarso, citando o cerco político midiático que os presidentes Nicolas Maduro (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil) vêm sofrendo:

    “No Brasil, nós estamos vivendo um cerco midiático partidarizado contra a presidenta Dilma, que se manifesta mais ferozmente nas últimas semanas com um ataque a Petrobras. O que esse cerco quer é reduzir as funções do Estado e desmantelar as políticas sociais que estamos construindo. Eles querem destruir a presidenta Dilma e o nosso governo, mas eles vão levar uma cacetada histórica.”

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