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Dilma Rousseff sanciona lei que permite hereditariedade na exploração de táxi

​Dilma Rousseff sanciona lei que permite hereditariedade na exploração de táxi

A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta quarta-feira (9), o projeto de lei que autoriza a chamada licença hereditária para prestação do serviço de táxi. Com isso, em caso de morte do taxista que detinha a autorização, a outorga será repassada a familiares, como filhos, cônjuge ou irmãos. Até então, a permissão era repassada para novos profissionais que demandavam a autorização.

“Este é um direito de sucessão, não uma transferência de permissão, portanto não há que ser questionada. A lei significa que a família do trabalhador pode sucedê-lo na atividade, garantindo o sustento para sua família”, destacou, em seu pronunciamento, a presidente da República. Segundo Dilma Rousseff, a nova legislação atende a uma reivindicação histórica: “Os taxistas, agora, podem ter certeza de que, aquele medo de deixar uma dívida para a família, agora passa a ser a segurança de que será deixado trabalho e renda”.

A cerimônia aconteceu no Sindicato dos Permissionários de Táxi e Motoristas Auxiliares do Distrito Federal (Sinpetaxi), em Brasília e contou com a presença do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, defensor da medida. A presidente do Sinpetaxi, Maria do Bonfim, conhecida por Mariazinha, destacou a importância da medida para a categoria: “Os trabalhadores, que por vezes até perdem a vida durante a atividade em razão da violência, agora poderão deixar um legado para suas famílias”, disse ela.

A mudança foi aprovada pelo Senado no começo de setembro, como parte da medida provisória 615/2013, que tratava de mais de 20 temas. Depois, foi transformada em Projeto de Lei de Conversão e, com isso, alterou o artigo 12 da lei 12.587/2012, que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

A nova redação prevê que a outorga será repassada aos sucessores legítimos do permissionário, com autorização do poder público municipal e desde que sejam seguidos requisitos de segurança, conforto, higiene e qualidade do serviço.

O mesmo tema já havia sido aprovado duas vezes pelo Congresso Nacional, mas vetado pela presidente Dilma. Em 2011, por exemplo, o item estava previsto na lei 12.468, que regulamentou a profissão de taxistas, mas não teve o aval do Palácio do Planalto, que esperava adequações para garantir mais segurança jurídica por meio do texto.

A legislação que regulamenta o serviço de taxista estabelece que, para exercer a atividade, os profissionais têm que fazer cursos de primeiros socorros, relações humanas, direção defensiva, mecânica e elétrica básica de veículos. Eles também necessitam de inscrição na Previdência Social.

Estimativas oficiais apontam que 600 mil pessoas atuem como taxistas no Brasil.

 Natália Pianegonda

Originalmente publicado na Agência CNT de Notícias


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