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O golpe que a Globo quer impor a Dilma e a democracia

Globo assumiu a ponta de lança no debate eleitoral contra Dilma. Será vingança por ter que desembolsar mais de R$1 bilhão em impostos atrasados, recentemente?

Pescado do Palavras Diversas

Maurício Dias narra a estratégia da grande mídia para atingir eleitoralmente a presidenta Dilma Rousseff.

O armamento utilizado é de grosso calibre e tem o firme propósito de abater este governo durante o processo eleitoral.

Não há registro, na período pós redemocratização do Brasil, de golpes tão duros contra um governante em pleno exercício de seu mandato, uma manipulação radical do noticiário com claro objetivo político e que atenta contra a democracia brasileira.

Mesmo contra Lula em 2006 e 2010, esses movimentos foram menos intensos que agora, porém de intensidades maiores até então.

A história não tem registro de um presidente que tenha conseguido manter índices de aprovação e de intenção de votos sob intenso bombardeio midiático, como Dilma tem conseguido manter.

A Globo é quem, destacadamente, lidera o bloco midiático-político-conservador, responsável por semear nas urnas o Congresso mais reacionário desde 1964, capaz de tornar Jair Bolsonaro, um defensor ferrenho do golpe militar e dos assassinatos e torturas cometidos pelo estado de exceção, o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, cidade sede da Globo.

Recentemente, a emissora carioca pagou cerca de R$1 bilhão de reais a Receita Federal, referente a débitos que não haviam sido recolhidos anteriormente, sonegação?

A maior rede de TV do país nunca havia sido constrangida a pagar suas obrigações fiscais com tamanha veemência por um governo, não estão acostumados a este tipo de tratamento nada VIP, será vingança e cartada final, esta linha editorial hostil a Dilma?

Confira o texto de Maurício Dias em Carta Capital:

Mire na Dilma

De como a mídia atirou contra a reeleição para favorecer Aécio antes que Marina

O acompanhamento do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) da cobertura editorial dos três mais influentes jornais brasileiros – O Globo (RJ), O Estado de S. Paulo (SP) e Folha de S.Paulo (SP) – sobre a eleição presidencial de 2014, não deixa dúvidas de que a mídia brasileira fez da presidenta Dilma Rousseff o “alvo” de um bombardeio contrário à reeleição. “Há um pronunciado viés anti-Dilma”, acentua o cientista político João Feres Júnior, do Laboratório de Estudo e Esfera Pública do Iesp.

Identificados como “valências contrárias”, os gráficos expressam textos e manchetes negativas nos três jornais, todos situados na Região Sudeste, onde, até agora e não por acaso, nenhum candidato do PT ganhou eleição para governos locais. A resistência capitaneada pela mídia, substituta de trêfegos adversários nessas ocasiões, é um dos obstáculos. No Rio, entretanto, há um diferencial. A eleição de Leonel Brizola, em 1982. Ele bloqueou a vitória de candidatos conservadores em confronto com o Sistema Globo.

A eleição presidencial de 2014 é a sétima disputa com a presença de um candidato do Partido dos Trabalhadores, sempre sob bombardeio dos “Barões da Mídia”. É também a primeira sem presença de um candidato paulista. Na última semana que antecedeu o dia 5 de outubro, considerando os três jornais, o ataque da Folha de S.Paulo, anota Feres, torna-se ainda mais vitriólico.

“A Folha dedicou 12 matérias negativas nas capas, quase duas por dia, enquanto Marina recebeu somente uma. A mesma desproporção aguda se nota nos outros jornais.” Ele chega a manifestar uma perplexidade insólita nos meios acadêmicos: “Os três jornais exibem um viés escancarado e agressivo contra a candidatura do PT”. E destaca a “intensidade” com a qual O Globo e O Estado de S. Paulo massacram “a candidata da situação (Dilma) em suas capas”.

O trabalho destaca uma situação curiosa, mostrada nos gráficos, a partir das curvas e quedas dos candidatos. Logo após a indicação de Marina para disputar a Presidência, os negativos de Dilma têm forte queda e os de Marina, forte alta.

“Mas já na semana de 24 a 30 de agosto, Dilma volta a subir, paralelamente a Marina, até ultrapassá-la na primeira semana de setembro, atingindo na segunda semana daquele mês o recorde da série toda, que é de 24 notícias negativas nas capas dos jornais. Os negativos de Marina continuaram a cair até atingirem a marca de 3 por semana (…) enquanto Dilma flutuava de 18 a 19 negativas”, anota Feres.

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Que bicho é esse? Feres, sucessor de Marcus Figueiredo, falecido recentemente, nessa tarefa de analisar e criticar a mídia, tenta identificar: “A cobertura negativa dada às duas candidatas (…) só poderia beneficiar o outro contendor, Aécio Neves”, já então no terceiro lugar. Ou seja, a mídia ajudou a reavivar a candidatura do PSDB, investindo na desconstrução de Marina.

É direito de a imprensa ter e exercer opinião e preferências políticas. Oculta, contudo, esse direito, atrás do discurso da isenção e da imparcialidade, embora seja um ator político como qualquer outro. Só que, por interesse, confunde o direito de informar como imprensa com o direito de ter interesses como empresa.

Mauricio Dias / Carta Capital

Um pensamento sobre “O golpe que a Globo quer impor a Dilma e a democracia

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