Dilma entende muito de energia. Por isto ela foi Ministra das Minas e Energia. Mas ela não é uma boa comunicadora. Fala coisas certas, mas de um jeito muito esquisito as vezes. Desta vez ela falou em armazenar vento (Energia Eólica). Logo os palhaços golpistas de sempre passaram a tacar gozação nas redes e a ridícula grande mídia brasileira, que já publicou aberrações como o Boi Mate, caiu na lorota também. Não foram atrás pra saber. Mas armazenar ventos já é uma realidade tecnológica. Lê abaixo a matéria do Blog do Pensador e os vários links para páginas científicas. Assim, além de saber que a Dilma não falou bobagem, a gente também aprende mais um pouco sobre as tecnologias para produção de energia limpa.
Sempre que se fala de energia solar ou energia eólica, o primeiro empecilho que se coloca é que uma rede de geração de energia “de verdade” não poderia ser dependente dessas fontes porque elas não seriam confiáveis.
Afinal, um gerador eólica só iria produzir energia quando estivesse ventando, assim como um conjunto de painéis solares só iria produzir eletricidade durante o dia e em dias não nublados.
Esses argumentos, contudo, não têm nenhum fundamento científico e “se esquecem” de um detalhe crucial: é possível armazenar energia.
As baterias, supercapacitores e flywheels são alternativas bem conhecidas quando se trata de armazenar energia elétrica.
Mas agora, um consórcio de empresas dos Estados Unidos, reunidas no Iowa Stored Energy Park, foi muito além e passou a armazenar vento, que será utilizado para gerar energia quando for necessário. Ou, mais especificamente, nos momentos de pico de demanda, quando a energia é mais cara e pode oferecer um maior faturamento para o grupo.
Armazenar vento em rochas
A maioria das fazendas de geração de energia eólica passa por períodos nos quais o vento é mais forte do que o necessário, principalmente à noite. Essa energia extra será utilizada para alimentar enormes compressores de ar, que enviarão o ar comprimido por meio de um túnel para uma camada de arenito localizada a cerca de 1.000 metros de profundidade.
O arenito é uma rocha extremamente porosa e, a essa profundidade, fica encharcado de água. O ar sob pressão ficará armazenado nesses poros, expulsando a água. O arenito fica localizado entre camadas de argila, que funcionam como um lacre que não deixa o ar escapar. Nos momentos de pico de demanda, quando mais energia é necessária, o ar comprimido nessas rochas profundas será então redirecionado para a superfície, sendo utilizado para gerar eletricidade.
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A usina não é inteiramente movida pela energia do vento. Ela é na verdade uma usina híbrida, que utiliza energia eólica e uma turbina movida a gás natural. O ar-comprimido consegue elevar o rendimento da turbina em até 60%. A usina entrou em operação em 2011.
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