Eleições/Redes Sociais

O FEED DAS REDES SOCIAIS DÁ VOTO? (Por Lucio Uberdan)


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Por Lucio Uberdan

Hoje, Eric Wilson, do Campaign Trends, publicou um texto recente de Lisa Schneegans, CEO do Buzz360 e estrategista ligada ao Partido Republicano. Nele, ela afirma que o centro gravitacional da persuasão política no mundo digital não está no feed das redes sociais, mas dentro de grupos de bate-papo privados, como o WhatsApp, onde os eleitores conversam com pessoas em quem já confiam.

Essa provocação de Lisa Schneegans faz muito sentido para a realidade norte-americana, visto que a campanha relacional é o centro tático das campanhas naquele país. Inclusive, parte dos estrategistas democratas considera que as visitas relacionais porta a porta foram tão ou mais importantes para a eleição de Mamdani em Nova York do que as redes sociais.

Mas, voltando à temática inicial e à política brasileira: será que essa afirmação faz sentido para nós?

Vejamos um dado que costumamos desconsiderar: em pleno 2026, muito provavelmente, a grande maioria dos políticos (no mínimo 70% — um chute) será eleita ou reeleita sem ter performance relevante no feed das redes sociais. Ainda que o feed seja o centro nervoso da política e consuma, provavelmente, a maior parte dos orçamentos, a maioria se elegerá sem ter uma “rede” relevante.

Essa realidade não é uma questão menor.

As eleições são decididas em outro lugar que não o feed e, inclusive, com outro padrão de conteúdo; mas não é por isso que se deve desconsiderar a comunicação política na linha do tempo das redes. Muito pelo contrário. O desafio é pensar a ocupação do feed orientada à imagem, ao contato e ao voto — um debate para posts futuros, para o qual já deixo pontos essenciais:

1. O feed realmente não dá voto, ou apenas é usado, de forma majoritária, sem orientação a esse objetivo?

2. Se o centro nervoso da persuasão política online está nos mensageiros, qual é a melhor estratégia nessas interfaces?


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