
A presidente Dilma Rousseff (PT) denunciou nesta quinta-feira (24) à imprensa estrangeira o ‘golpe paraguaio’ em marcha no país.
A petista concedeu entrevista aos jornais The New York Times (EUA), The Guardian (Inglaterra), Le Monde (França), El País (Espanha), Página 12 (Argentina) e Die Zeit (Alemanha).
Dilma disse que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não tem legitimidade para conduzir o processo de impeachment por que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF).
A presidente denunciou o caráter fascista do golpe e anunciou resistência: “Por que querem minha renúncia? Por que sou uma mulher fraca? Não sou.”
Dilma Rousseff reafirmou sua disposição de lutar, dentro da legalidade, para barrar o impeachment na Câmara. Ela também acusou os oposicionistas de utilizarem de jogarem contra o país e defendeu a ida de Lula para a Casa Civil.
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Essa é parte fundamental da saída desta crise institucional em que certos segmentos fizeram mergulhar o País. Os jornais escolhidos têm, em seu favor, o compromisso para com a verdade factual. Mesmo o conservador NYT tem essa característica.
Em um estado assentado sobre quatro poderes, um dos quais uma mídia doente, tem sobre esses pilares um risco enorme de implosão. Leia-se guerra civil.
Os passos de Dilma estão no caminho certo. Os que se opõe ao golpe, idem.
Não sairemos incólumes mas, talvez, mais fortes. É isso.
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