
Povo se concentrando em Frente ao Palácio Piratini e Brizola, com metralhadora a tiracolo, comandando a BM e o 3º exército. A resistência gaúcha impediu o Golpe em 1961
Adão Villaverde**
A mais honrosa inspiração para a defesa da democracia e do Estado de Direito está muito perto de nós e pertence à memória coletiva dos gaúchos, marcados como protagonistas na história recente do país. Descende do Movimento da Legalidade, amálgama do espírito libertário, da reverência à Constituição e da coragem dos gaúchos, manifestados há 55 anos, nas ruas do RS.
O exemplo da bravura dos cidadãos indignados com a afronta à Carta Magna e com o desrespeito ao escrutínio das urnas, liderados pelo governador Brizola em 61, deve ser obrigatoriamente referenciado hoje pelos democratas e progressistas em solo gaúcho e brasileiro.
Por motivos similares, a tentativa de golpe contra João Goulart para não assumir a presidência na renúncia de Jânio Quadros, assemelha-se aos ataques desesperados e ilegais ao mandato da presidenta Dilma.
O desprezo ao resultado das eleições presidenciais é tão escandaloso quanto a infidelidade ao regramento máximo do país. A pretexto de um nada sincero combate à corrupção atacam sem limites as salvaguardas constitucionais e por decorrência o “Estado Democrático de Direito”, tão duramente reconquistados na luta contra a ditadura e o regime autoritário.
Não é à toa juristas respeitados reafirmam que não podemos retroceder nas conquistas obtidas.
Por isso tomo a liberdade de conclamar aos gaúchos, aos democratas, aos trabalhistas, aos progressistas e aos constitucionalistas que assumamos por inteiro nossa herança das melhores tradições cívicas do solo rio-grandense. Reafirmando porque nossa gente sempre está na linha de frente da defesa e da garantia dos direitos de nossa Carta Magna.
Sobretudo agora, em que ela está sendo novamente atacada. Vamos impedir que haja um novo golpe, desta vez contra uma presidenta legitimamente eleita, à semelhança do que tentaram fazer com Jango, mas que, à época, os gaúchos e Brizola, resistindo honradamente, não permitiram que acontecesse.
*Artigo publicado no Jornal do Comércio em 29/03/2016
**Professor, engenheiro e deputado estadual PT/RS
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LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO PARA ENTENDER ALGUMA COISA! MAS SÓ SE QUISER MESMO ENTENDER ALGUMA COISA.
“Está caracterizada no Brasil a existência de apenas dois partidos políticos, como alguém definiu recentemente: o Partido da Banda Podre do Congresso e o Partido da Banda Saudável do Congresso, este último em nítida minoria naquele feudo das atrocidades contra a nação e o povo brasileiro. E são estes dois partidos que agora estão a disputar a manutenção do governo democrático, eleito pelo povo de forma constitucional, ou não. Se isto não for um GOLPE, o que seria assim considerado? A meu juízo, trata-se de um GOLPE. Faça a sua análise, faça a sua avaliação e tire as suas conclusões.
De novo, a Presidente Dilma afirmou que “não sobraria pedra sobre pedra” e de fato, é o que ocorre. E, por conta disto, por conta de expor os podres da politicagem cretina à nação e ao povo, ele é execrada. A única pessoa que não tem nenhuma investigação a pairar sobre sua cabeça, a única honesta neste covil. E o comando do covil, e seus asselas, é que tendem a definir se ele pode ou não governar o Brasil!
A meu juízo, trata-se de um GOLPE. Faça a sua análise, faça a sua avaliação e tire as suas conclusões.” LEIA MAIS EM
“SERIA UM GOLPE? É SIM, É UM GOLPE DE ESTADO”
>> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/03/30/seria-um-golpe-e-sim-e-um-golpe-de-estado/
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