Dezenas de milhares de apoiadores da ex-presidente argentina bateram tambores e fecharam o trânsito em Buenos Aires nesta quarta-feira, 13, dia em que Cristina Kirchner iria prestar depoimento em um caso sobre irregularidades no banco central durante seu mandato; manifestantes gritaram “iremos voltar” ao governo e “se tocarem em Cristina, vamos criar o caos”, à medida que marcharam em grupos pelo centro da cidade; protestos ocorrem em um momento crítico para o atual presidente Mauricio Macri, cuja popularidade está caindo pela adoção de políticas impopulares
BUENOS AIRES (Reuters) –Mais de 200 mil apoiadores da ex-presidente argentina bateram tambores e fecharam o trânsito em Buenos Aires nesta quarta-feira, à medida que seguiam em direção ao tribunal onde ela iria prestar depoimento em um caso sobre irregularidades no banco central durante seu mandato.
Cristina Kirchner, que deixou o cargo em dezembro após governar por oito anos, é uma figura reverenciada por muitos por conta de programas sociais e odiada por outras pelas intervenções na economia.
Ela apareceu em Buenos Aires pela primeira vez em quatro meses na segunda-feira e iria testemunhar nesta quarta-feira em um caso sobre venda de dólar futuro no banco central em taxas abaixo do mercado durante seu mandato, custando bilhões de dólares ao setor público.
Cristina, de 63 anos, também foi acusada por um procurador na semana passada de lavagem de dinheiro, após testemunho de um empresário. Sob a lei argentina, um juiz ainda precisa determinar se aceita a acusação para iniciar uma investigação.
Os apoiadores de Cristina gritaram “iremos voltar” ao governo e “se tocarem em Cristina, vamos criar o caos”, à medida que marcharam em grupos pelo centro da cidade. Muitos chegaram de trem e ônibus de outros subúrbios e cidades, carregando faixas e bandeiras argentinas.
Os protestos ocorrem em um momento crítico para o atual presidente Mauricio Macri, cuja popularidade está caindo pela adoção de políticas impopulares.
Comentário do Blogueiro: As ações similares nos vários países com governos progressistas na América Latina, incluindo o Brasil, onde o Governo de Dilma e também Lula estão sob ataque permanente, mostra que é uma ação orquestrada e internacional. Aliás, não só na América Latina, mas também nos países do BRICS os ataques são iguais, com as mesmas acusações moralistas, liquidando a política e semeando o medo, o ódio e a violência através dos grandes meios de comunicação e de uma orquestrada ação em redes sociais. Os EUA continuam cumprindo seu papel de operador internacional dos interesses do Capital Financeiro. E o empresariado nacional, a julgar pela golpista FIESP, continua sendo capacho dos interesses estrangeiros nos solos pátrios.
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