POR FERNANDO BRITO no TIJOLAÇO

A advogada Márcia Eveline Mialik Marena pediu hoje à juíza Vanessa Bassani “ações coercitivas” contra o jornalista Marcelo Auler por noticiado a decisão dela determinando a suspensão de oito reportagens e a proibição de “divulgar novas matérias em seu blog com conteúdo capaz de suscetibilizar o delegado Maurício Moscardi Grillo, seu cliente.
Márcia é irmã de Éricka Marena, que também processa Auler e acaba de se tornar a principal indicada para assumir a chefia da Polícia Federal, em lista tríplice que pretende fazer com que o presidente interino conceda autodireção aos policiais federais.
Para ela, noticiar o processo e a decisão liminar da juíza seriam “um ato de rebelião“.
Márcia Marena pediu – e teve rejeitado – a decretação de sigilo de Justiça sobre os autos do processo, segundo ela própria para evitar que sejam “acessados pela imprensa, que vem divulgando o conteúdo dos artigos e distorcendo a parte mandamental da decisão liminar”. Ou seja, a interpretação de censura prévia.
A juíza, talvez decepcionando a pretensão da irmã da delegada de que a justiça paranaense esteja à disposição dos desejos de policiais federais, negou o pedido de sigilo.
Leia toda esta insana história, própria dos tempos da ditadura, no blog do Marcelo Auler.
E, na Folha, que a ABI diz que ordem de tirar do ar textos sobre a Lava Jato é censura.
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Esse pessoal é mesmo adeptos dos dois pesos e duas medidas. Enquanto o Supremo suspende o sigilo os outros querem esses sigilo pros seus casos
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Republicou isso em A Estrada Vai Além Do Que Se Vê.
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