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Temer anuncia em discurso ataque a direitos trabalhistas e previdenciários como prioridade

“… reforma da previdência e a reforma trabalhista, com flexibilização de leis para priorizar a relação empregador-empregado.”

A frase faz parte do discurso beligerante que Temer fez ontem. Pediu união do país, mas mandou seus ministros sejam “agressivos” com a oposição ao seu governo. Nada de impostos a bancos ou cobrança de dividas dos grandes devedores da união e nada sobre programas sociais. Mas a “flexibilização”, um eufemismo para retirada de direitos, estava lá, como prioridade primeira no discurso. Os trabalhadores e seus sindicatos precisam reagir rapidamente, ou os direitos serão suprimidos por Temer e por este congresso corrupto e títere. Vai matéria do Jornal GGN sobre o assunto:

Temer ordena que discurso do golpe seja combatido: “Não vamos tolerar desaforo”

Jornal GGN – Na primeira reunião ministerial após o fim do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o presidente em exercício Michel Temer ordenou que seus aliados não levem “desaforo para casa”. A orientação dada ao primeiro escalão é que todo discurso de que a destituição de Dilma é um golpe de Estado deve ser respondido com a mesma agressividade.

“Se nos chamaram de golpista, digam: ‘Golpista é você, que não respeita a Constituição’. Nós não estamos propondo ruptura constitucional. Além do mais, tivemos uma discrição absoluta. Agora, as coisas se definiram e as coisas precisam de muita firmeza.”

Temer disse que “no plano internacional, eles tentaram muito, e conseguiram com algum sucesso, dizer que no Brasil houve golpe. (…) Falou em golpe, nós precisamos responder. Não podemos deixar passar nenhuma palavra, se não eles vão tentar nos desvalorizar. (…) Não podemos tolerar essa espécie de afirmação. Quem tolerar, vou trocar uma ideia sobre isso. Não vou fazer caça às bruxas, mas não vou deixar que pensem que o governo não sabe responder.”

Temer ainda admitiu que sofreu uma “derrota” imposta por seu próprio partido, que apoiou em massa, com a liderança de Renan Calheiros, a proposta de Dilma ter o mandato cassado sem necessidade de perder seus direitos políticos.

Segundo Temer, esse tipo de movimentação deveria ter sido discutida com ele antes, para não aparecer na imprensa como uma derrota para seu governo. Ele definiu o episódio como um “embaraço”, com risco de “divisão” na base parlamentar. “Deveria ser um gesto nosso, de manter direitos políticos. Não podia ser uma derrota para nós. (…) Se Deus quiser não vai acontecer nada, mas já há partidos dizendo que podem deixar o governo.”

Nos bastidores, a informação é que o discurso de resistência e combatividade de Dilma tanto no Senado quanto após o encerramento do processo de impeachment surpreendeu o Planalto, que teve de reagir ao “tom beligerante”.

Em discurso nesta quarta (31), Dilma disse que o impeachment é um golpe de Estado e que seu lugar está sendo tomado por um grupo de políticos que tenta escapar da Lava Jato e que jamais chegaria ao poder por meio de uma eleição. Ela prometeu fazer uma oposição “enérgica”, da maneira que um “governo golpista” merece sofrer.

No encontro com ministros, antes de partir para o encontro do G-20 na China, Temer pediu calma aos titulares e afirmou que a população aceitará o novo governo e deixará de amargar os desdobramentos do processo assim que o desemprego começar a cair. Ele reafirmou compromisso com reajuste fiscal duro e citou duas pautas que serão motes de campanhas publicitárias para “conquistar a opinião pública”: a reforma da previdência e a reforma trabalhista, com flexibilização de leis para priorizar a relação empregador-empregado.

O peemedebista ainda disse que sua forma de governar será “por meio da descentralização”, com ministros agindo de maneira autônoma, mas em sintonia com as diretrizes do Planalto. “Agora inauguramos uma nova fase. Temos o horizonte de dois anos e quatro meses em que a cobrança será muito maior”, disse Temer.

Em outro momento, ele pediu que os ministros repasses a seus partidos que este governo, diferente dos anteriores, é uma “coletividade partidária”. “Não somos um partido único no poder, pelo contrário, prezamos pelos demais partidos.”

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