Eleições 2016/Porto Alegre

“Criar núcleos Territoriais”são alternativa para a Segurança Pública em POA, diz Raul Pont em entrevista

Criar núcleos territoriais de Segurança e constituir os “territórios da Paz”, como ocorre hoje em Canoas, contratar mais 260 guardas municipais e fazer políticas de prevenção, integrando ações de Cultura, Educação, saúde e geração de trabalho e renda são ações que Raul propõe em seu programa. A entrevista na íntegra pode ser assistida no vídeo da ZH, cujo link esta no conteúdo desta matéria.

Seguem a parte da entrevista concedida a Zero Hora, que diz respeito ao Programa de Governo do Raul

"Nosso projeto não é o da corrupção, da aliança com o PMDB", diz Raul Pont Omar Freitas/Agencia RBS

 

Uma de suas propostas para combater a violência é criar núcleos de segurança territorial de bairro. Pode explicar melhor?

Como os recursos dos governos já são limitados e a nossa competência, enquanto município, também é limitada, eu digo que no mínimo as 260 vagas abertas na Guarda Municipal eu terei de suprir imediatamente. Eu sei que é pouco, mas se eu puder unir isso a equipamentos, a rádios, a viaturas, já vai ajudar.

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Mas o que serão os núcleos?

A ideia, com os núcleos, é envolver a comunidade.

Serão estruturas que o senhor vai construir nos bairros?

É a ideia a dos territórios de paz, onde se tem equipamentos públicos que, por sua própria presença, já mudam a realidade. O grande problema do surgimento da delinquência é a ausência do poder público. Em Canoas, no bairro Guajuviras, existe um centro em que a juventude tem espaço de formação, de lazer, de convívio. É isso. E, junto disso, tu articulas a participação da comunidade e faz com que a Brigada Militar e a Guarda trabalhem juntas. É inadmissível que isso ainda não ocorra.

De onde vai sair o dinheiro para contratar 260 guardas?

Quando eu fui prefeito, a gente não tinha nem 300 cargos de confiança na prefeitura. Agora tem mais de mil. Aí pode existir uma fonte de recursos.

O senhor pretende cortar CCs?

Claro, com esse número é evidente que temos de cortar.

Porto Alegre tem déficit de 14 mil vagas na educação infantil. Como contemplar a demanda sem dinheiro?

Não é que não tenha dinheiro. Os programas federais que foram pensados junto com essa nova obrigatoriedade (de oferecer vagas nas creches e pré-escolas) é como o que aconteceu com o SUS. Quando assumimos o SUS, assinamos um contrato com o Ministério da Saúde, mas exigimos um plus no orçamento, levando em conta que aqui não se atendia só a população de Porto Alegre.

No caso da educação infantil, o senhor buscará ajuda de Michel Temer?

A definição federal de que isso é tarefa dos municípios tem de ter alguma compensação, porque do contrário nem eu nem nenhum prefeito vai conseguir cumprir a meta.

E as creches comunitárias, o senhor pretende ampliar?

É uma das saídas, mas não é a única. Fomos nós que começamos isso. Assumimos 40 creches no início. Quando terminei o mandato, eram 115. Agora temos essa meta e vamos ter de arrumar recursos, mas, nas condições de hoje, é quase impossível. Acho que o município vai ter de fazer essa disputa com o governo federal. Enquanto isso, teremos de fazer das tripas coração.

O que mais poderia ser feito?

Uma saída para não gastar com novas construções seria usar escolas estaduais ociosas, por exemplo. Não vou afirmar que vamos cumprir essa meta no primeiro ou segundo ano, porque eu sei que é pura demagogia. Mas a meta está colocada e vamos ter de correr atrás.

O que dá para fazer em termos práticos para desafogar as emergências?

Primeiro, é preciso ter uma rede geograficamente bem distribuída. Quando a gente pensou as unidades de pronto-atendimento da cidade, já pensou que elas fossem suficientemente descentralizadas para garantir o atendimento com o Samu, que, aliás, está enfrentando dificuldades. Deixamos pronto-atendimentos na Lomba do Pinheiro e na Bom Jesus, a UPA Zona Norte e o Postão da Cruzeiro. E, claro, hospitais que estão parados por problema administrativo precisam funcionar imediatamente. O Hospital Porto Alegre está parado. E tem o caso do Hospital Parque Belém, que o município tem de ir para cima.

O que o senhor pretende fazer para reduzir a população em situação de rua?

Esse fenômeno cresceu recentemente por drogas como o crack e pelo problema do desemprego, da crise. A medida mais urgente e necessária é a gente não aceitar essa visão que está predominando no governo Temer.

Qual visão?

A visão do ajuste fiscal.

Mas o prefeito não pode fazer mais nada?

O prefeito pode disputar, brigar, contrariar (as políticas do governo federal). Temos de tentar juntar todos os deputados federais, e isso não é um problema meu, é um problema do governador José Ivo Sartori também. Tem um problema objetivo. Se o país apresenta índices de desemprego de 10%, 12%, nem Jesus Cristo resolve.

A crise e o desemprego aumentaram o número de catadores clandestinos de resíduos. Como o senhor resolveria este problema?

Nós implantamos a coleta seletiva e os primeiros galpões (de reciclagem). Mas a coleta era feita pelo DMLU, era uma vez por semana e nós abastecíamos todos (os galpões). Estou discutindo com a turma do DMLU para entender o que aconteceu. A coleta seletiva tem de envolver educação ambiental, campanhas, propagandas, avisos para dizer quando ocorrem as visitas. Olha o que está acontecendo com os contêineres: estão cheios de lata, papel, plástico, madeira, tem de tudo.

O que o senhor vai fazer em relação ao projeto do Sambódromo?

Todos sabem da briga que o meu governo teve com o Ministério Público e com algumas associações de moradores. Tentamos fazer com que esse equipamento fosse numa área mais central e com ocupação mais permanente. Agora a primeira fase está implantada na Zona Norte. Temos que ver como adequar um equipamento desses para um uso mais permanente. Se a gente vai apostar nisso, a cidade vai ter que fazer essa opção, vai ter que terminar aquela obra. A pior coisa no poder público é deixar a obra pela metade.

PINGA-FOGO

Contra ou a favor da liberação do Uber?

A favor da regularização. Só pode funcionar com controle e regulação.

Contra ou a favor dos médicos cubanos nos postos de saúde?

A favor do programa Mais Médicos, seja com cubano, uruguaio, argentino, brasileiro. É excelente.

A Guarda Municipal deve cuidar apenas dos prédios públicos ou deve fazer policiamento nas ruas?

Deve ampliar o seu espaço e ajudar a Brigada Militar e os demais serviços a garantir mais segurança.

Contra ou a favor do ponto para médicos nos postos de saúde?

Não acho o ponto relevante, mas sou a favor do cumprimento do horário.

O plano diretor deve ficar como está, ser mais liberal, ou ser mais restritivo?

Defendo o regramento atual. O parâmetro é 15 andares.

Contra ou a favor das privatizações e das parcerias público privadas (PPPs)?

Fiz muitas PPPs, mas tem de ter limites. Sou contra que se privatize a Carris, o Dmae.

O tempo de liberação de licenciamento de empreendimentos é razoável ou não?

Não. Está muito ruim, está atrasado, tem que mudar.

Contra ou a favor do projeto de revitalização do Cais do Porto?

Esse projeto já caducou, já não tem legalidade, perdeu a validade. As licenças caducaram.

Contra ou a favor à circulação de carrinheiros nas ruas da Capital?

O carrinheiro tem que ser organizado. Temos de mostrar a ele que é melhor trabalhar num galpão, em cooperativa.

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