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28 dias de Greve de Fome: Protestos mantê-se, dentro e fora das prisões israelitas

Do Portal Abril

A greve de fome em protesto contra as condições em que mais de 6 mil palestinianos estão encarcerados em prisões israelitas, que dura há quase um mês, continua a merecer a solidariedade do seu povo, assim como a unidade dos participantes.

De acordo com líder do Comité Palestiniano para as Questões dos Prisioneiros, Issa Qaraqe, ouvido pela agência Maan, cerca de 1300 encarcerados mantêm o protesto, apesar do progressivo agravamento do seu estado de saúde.

Por seu lado, o Serviço Prisional Israelita tem recusado a sua transferência para unidades hospitalares, mantendo-os em isolamento. De acordo com um advogado que visitou a prisão de Nafha (deserto do Negev, Sul de Israel), 90% dos presos em protesto naquele estabelecimento estão numa situação de saúde «perigosa».

Os serviços prisionais montaram hospitais de campanha nos cárceres, na sequência da greve de fome, que, segundo dois prisioneiros da prisão de Nafha citados pelo advogado, «não prestam qualquer tipo de cuidados de saúde».

Do lado de fora das grades, os palestinianos têm mantido acções de solidariedade ao longo dos 28 dias que dura a greve de fome. Hoje, na Margem Ocidental, dezenas participaram numa pintura mural, no centro cultural de al-Bireh.

Da parte das autoridades israelitas, a inflexibilidade não sofre qualquer alteração. Depois de um tribunal israelita ter forçado os serviços prisionais a permitirem as visitas de advogados, ontem o ministro da Segurança Pública voltou a recusar abrir uma negociação com os presos em greve de fome.

Desde o início dos protestos que as autoridades israelitas tentam «quebrar» os presos palestinianos. Nos últimos dias, foram divulgadas imagens do dirigente da Fatah Marwan Barghouti aparentemente a quebrar a greve de fome na sua cela. Pouco depois, veio a público que as imagens têm, no mínimo, 13 anos.

Outra das estratégias usadas pelos serviços prisionais, segundo denúncias de organizações de apoio aos presos palestinianos, passa por confiscar sal e limitar o acesso a água potável. Desde 17 de Abril que os prisioneiros em greve de fome consomem apenas água com sal.

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