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Brasil do futuro: Distritão só é forma da eleição no Afeganistão, Vanuatu e Jordânia.

Afeganistão

O Afeganistão é o país subdesenvolvido e montanhoso, que os EUA invadiram pra cassar o Bin Laden. O sistema eleitoral lá é o Distritão. É o que fiquei sabendo depois de ler o artigo do   no TIJOLAÇO, que publico a seguir. Diferente do Brito no entanto, eu acho que os Deputados vão aprovar sim o Distritão, por que olhando para resultados anteriores, dá pra ver que a grande maioria dos que estão, se reelegerão e não haverá mais chance para novos. Segue o artigo do Fernando Brito:

Dificilmente o “distritão” aprovado ontem na comissão da Câmara que discute a reforma política (eleitoral, dizendo mais precisamente) dificilmente será aprovado no plenário, onde precisa ter 308 e não 17 votos.

E por uma simples razão: dos atuais deputados, apenas 36 teriam suas eleições garantida se o sistema vigorasse em 2014. 477 outros dependeriam de contas e combinações de resultados para ganharem suas cadeiras embora boa parte deles fosse conseguir.

Embora o fato de mudar a composição do parlamento pareça promissor, o sistema do “distritão” é um atraso em escala planetária: em todo o mundo, só é usado em Vanuatu (um arquipélago de 83 ilhotas no Pacífico), na Jordânia e no Afeganistão. Ah, sim, também no território britânico de Pit Cairn, uma ilha perdida no meio do nada, onde vivem apenas 57 pessoas, divididas em quatro famílias, a maioria  descendentes do motim do Bounty, aquele que muita gente já viu nos filmes.

O troço, portanto,  é uma aberração.Mas como a elite política brasileira também é um a aberração, prospera e volta à cena.

Um exemplo esquemático para você avaliar:

Num estado com 10 deputados e, digamos, um milhão de votos, 10 candidatos de partidos diferentes, cada um com 40 mil votos (seja porque foram prefeitos das maiores cidades, sejam “artistas” de TV, pastores evangélicos  ou, simplesmente, tenham muito dinheiro para gastar) representarão todos os habitantes, com seus 400 mil votos, somados. Mas se um partido com boas lideranças comunitárias, sindicatos, movimentos sociais tiver 10 candidatos com 25 mil votos cada e outros 10 com 15 mil votos, não elegerá nenhum deputado ainda que que representem, em conjunto, os mesmos 400 mil votos.

Todos estes votos seriam, literalmente, jogados fora.

Portanto, o partido não representa nada e o poder – econômico, político e midiático – pode tudo.

Da primeira vez que se tentou isso, dois anos atrás,  a proposta foi rejeitada por 267 votos, contra  210 a favor de sua adoção. E era maio, apenas três meses depois do triunfo do então prestigiadíssimo Eduardo Cunha, seu principal patrocinador.

Agora, as oligarquias políticas tentam de novo.

O espírito de Eduardo Cunha nunca saiu do Congresso.

O LUIZ MÜLLER BLOG tem publicado aqui artigos defendendo a Constituinte Exclusiva para a Reforma Política. Com o corrupto sistema eleitoral que temos hoje e com o congresso de corruptos eleitos por este sistema, não há como esperar que estes mesmos corruptos façam qualquer lei que não os beneficie. A Constituinte Exclusiva e Soberana, com o povo elegendo Congressistas para fazer uma Reforma Política e Eleitoral de Verdade, e que depois da constituição feita, voltam a seus afazeres e não concorrem a eleição seguinte, é o caminho para retomarmos a democracia de verdade no Brasil.

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Leia mais sobre as razões pelas quais defendo a Constituinte Exclusiva e Soberana, que esta alias em todos os documentos do Partido dos Trabalhadores desde seu 3º Congresso Nacional, realizado em 2005. Clique nos links a seguir:

*Constituinte Exclusiva e Soberana ou arremedo de reforma política feita pelo congresso?

*A saída é convocar já eleições gerais e Constituinte Exclusiva para Reforma Política (Por Henrique Fontana)

*Vamos continuar falando de Constituinte Exclusiva para a Reforma Política

Um pensamento sobre “Brasil do futuro: Distritão só é forma da eleição no Afeganistão, Vanuatu e Jordânia.

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