Fascismo

Mídia, PF,MP e o tribunal de exceção instalado no país provocam morte de Reitor da UFSC

Acusar sem provas, fazer grandes shows midiáticos e televisivos tem sido a tônica de instituições que deveriam zelar pela lei mais do que as pessoas comuns. E a acusação de praxe é a de “corrupto”. E o julgamento é feito através de denuncias amplamente divulgadas e julgadas pela grande mídia. As provas não existem, mas não é necessário provas. As condenações estão pré determinadas. Se um juiz de 1ª instância pode fazer o que quer para atingir seu intento de cassar e “matar” um dos maiores líderes que este país forjou em todos os tempos, por que outros juízes, delegados e Promotores não poderiam fazer a mesma coisa com qualquer cidadão? A vítima da vez foi o Reitor que levou a UFSC a ser considerada a 6ª melhor Instituição de Ensino Superior de todo o país. A nação esta a deriva, comandada por ladrões amparados pela ditadura mafio midiática que levou dona Marisa a morte e que agora faz o mesmo com o reitor da UFSC. Leia matéria do CARTAS PROFÉTICAS:

cANCELLIER

O reitor Luís Carlos Cancellier se suicida por humilhação e vergonha

O Brasil chora a morte de um dos mais preparados e humanos professores de universidade pública, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Não venham os psicólogos e psiquiatras de botequins avaliar que isso que se vê na morte deste grande homem é apenas ansiedade e fantasia melodramática neuróticas de nossa parte.

O doutor Luís Carlos se suicidou por se sentir humilhado, desonrado e envergonhado pela perseguição a que foi exposto pelo judiciário e pela polícia, um bando de desumanos despreparados.

Carlos Damião, do Notícias do Dia – SC,  conta que no dia 20 de setembro de 2017, numa depoimento, Cancellier lhe contou que “é uma coisa da qual nunca vou me recuperar”, referindo-se à maneira como foi transportado da sede da PF para o presídio da Agronomia, colocado numa cela nu e invadido na sua intimidade por policiais sem a menor noção da afronta e do mal a um dos mais bem preparados intelectuais deste País.

“Todos os presos são tratados assim, despidos, constrangidos, com as partes íntimas revistadas. Depois são encaminhados ao pessoal do DEAP (Departamento de Administração Prisional), para serem acomodados nas celas”, declarou o reitor a Damião.

Segundo Fernando Britto do Tijolaço, Carlos Damião se pergunta “quem matou o reitor, um homem apaixonado pelo trabalho, pelo Direito e pela UFSC?”

Brito reproduz uma manifestação emocionada de um dos grandes mestres brasileiros, Nílson Lage,  sobre a humilhação porque passou Luís Carlos, a causa de sua morte.

“Eis o motivo pelo qual nenhum homem honrado deve assumir cargos de mando em um país dominado por arrogantes bacharéis plenipotenciários.

Os supostos atos ilícitos aconteceram antes de sua gestão; mas bastou a denuncia de um dedo duro para que a polícia o prendesse com ridículo espalhafato.

A mídia de porta de cadeia, que desdenha da honra dos outros, fez o resto.

Destruída a reputação suicidou-se por ela.

Do ponto de vista da meganhada, pode ser até uma confissão.


Para mim, é um grito à consciência desse país refém de justiceiros e malfeitores.”

Vivemos sob a ditadura dos canalhas, dos que impõem o Estado policiai  com juízes amantes de espetáculos, desumanos, antiéticos, sem o sentido da compaixão e de policiais que atiram antes de olhar, que prendem antes de julgar, que humilham sem respeito.

A seu favor atua a mídia escandalosa feita por canalhas e não por jornalistas honrados/as, dominada por donos sanguinários interessados muito mais em audiência do que ao respeito à honra das pessoas.

No Brasil governado por canalhas policiais e juízes prendem e humilham inocentes enquanto deixam a caravana dos ladrões, larápios e quadrilheiros fazerem o que bem entendem com a justiça.

No Brasil juízes, policiais e mídia mataram Marisa Letícia Lula da Silva e empurraram o doutor e reitor Luís Carlos Cancellier para a morte no corredor do suicídio num shopping, um dos templos do neoliberalismo e do capitalismo decadente.

O reitor deixou um bilhete explicando sua profunda amargura e desgosto pelo modo como foi tratado num ambiente onde se diz que ninguém está acima da lei,  mas que energúmenos colocam as pessoas abaixo da vida. .

O final de sua despedida explica um pouco mais porque foi perseguido, humilhado e destruído.

“De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento”, encerrou sua carta o professor Luís Carlos.

Ele foi assassinado também e, talvez até por isso, porque amava o desenvolvimento com a qualidade do ensino de ponta e de qualidade comprometida com a sociedade.

O Estado policial covarde e antipatriótico visa exatamente aniquilar com quem vive e trabalha pelo desenvolvimento com qualidade de vida para a sociedade.

Veja abaixo a íntegra da carta deixada pelo Reitor Luís Carlos Cancellier.

“A humilhação e o vexame a que fomos submetidos — eu e outros colegas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — há uma semana não tem precedentes na história da instituição. No mesmo período em que fomos presos, levados ao complexo penitenciário, despidos de nossas vestes e encarcerados, paradoxalmente a universidade que comando desde maio de 2016 foi reconhecida como a sexta melhor instituição federal de ensino superior brasileira; avaliada com vários cursos de excelência em pós-graduação pela Capes e homenageada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nos últimos dias tivemos nossas vidas devassadas e nossa honra associada a uma “quadrilha”, acusada de desviar R$ 80 milhões. E impedidos, mesmo após libertados, de entrar na universidade.

Quando assumimos, em maio de 2016, para mandato de quatro anos, uma de nossas mensagens mais marcantes sempre foi a da harmonia, do diálogo, do reconhecimento das diferenças. Dizíamos a quem quisesse ouvir que, “na UFSC, tem diversidade!”. A primeira reação, portanto, ao ser conduzido de minha casa para a Polícia Federal, acusado de obstrução de uma investigação, foi de surpresa.

Ao longo de minha trajetória como estudante de Direito (graduação, mestrado e doutorado), depois docente, chefe do departamento, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, afortunadamente, reitor, sempre exerci minhas atividades tendo como princípio a mediação e a resolução de conflitos com respeito ao outro, levando a empatia ao limite extremo da compreensão e da tolerância. Portanto, ser conduzido nas condições em que ocorreu a prisão deixou-me ainda perplexo e amedrontado.

Para além das incontáveis manifestações de apoio, de amigos e de desconhecidos, e da união indissolúvel de uma equipe absolutamente solidária, conforta-me saber que a fragilidade das acusações que sobre mim pesam não subsiste à mínima capacidade de enxergar o que está por trás do equivocado processo que nos levou ao cárcere. Uma investigação interna que não nos ouviu; um processo baseado em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa; informações seletivas repassadas à PF; sonegação de informações fundamentais ao pleno entendimento do que se passava; e a atribuição, a uma gestão que recém completou um ano, de denúncias relativas a período anterior.

Não adotamos qualquer atitude para abafar ou obstruir a apuração da denúncia. Agimos, isso sim, como gestores responsáveis, sempre acompanhados pela Procuradoria da UFSC. Mantivemos, com frequência, contatos com representantes da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Estávamos no caminho certo, com orientação jurídica e administrativa. O reitor não toma nenhuma decisão de maneira isolada. Tudo é colegiado, ou seja, tem a participação de outros organismos. E reitero: a universidade sempre teve e vai continuar tendo todo interesse em esclarecer a questão.

De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento”.

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