Greve/Porto Alegre

Primeiro dia de greve dos municipários de Porto Alegre tem forte adesão de servidores

SERVIDORES

Do Jornal do Comércio

Milhares de municipários deram início nesta quinta-feira (5) à greve da categoria com uma grande caminhada de servidores pelas ruas de Porto Alegre. O protesto saiu da frente do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS) e seguiu até a sede prefeitura, onde devem permanecer concentrados para uma série de reivindicações no dia de hoje. A caminhada dos servidores municipais marcou o primeiro dia de mobilizações. Os municipários carregavam cartazes e usavam nariz de palhaço. A greve da categoria ocorre devido ao parcelamento de salários, mudanças que o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) propôs na carreira do funcionalismo – retirando gratificações que reduzem as remunerações, segundo o movimento municipário, e proposta de privatização de serviços, como em saneamento. Projetos de lei com as mudanças na carreira e a alteração nas contratações de serviços prevendo a transferência ao setor privado foram enviado pelo governo Marchezan à Camara de Vereadores. Nesta manhã, a prefeitura de Porto Alegre divulgou uma liminar, concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que garante o funcionamento em 100% para manutenção integral dos serviços considerados essenciais durante o período de greve dos municipários. Em caso de não cumprimento das exigências pelo funcionalismo, uma multa no valor de R$ 100 mil por dia será aplicada ao Simpa. De acordo com o diretor-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Jonas Reis, o prefeito Marchezan não cumpriu com a liminar que a justiça concedeu ao Simpa proibindo o parcelamento de salários, levando a categoria à greve. “A paralisação do funcionalismo não acontece porque as pessoas não querem trabalhar, mas sim porque eles não têm as condições necessárias para o trabalho”. Reis afirma que o Simpa não irá cumprir com a decisão do TJ e que se os salários continuarem atrasados, a greve irá ganhar ainda mais força. Para a enfermeira Rosangela Schneider, que trabalha no HPS há 25 anos, parcelar o salário e benefícios dos municipários é um absurdo, pois não garante ao funcionalismo público o mínimo necessário para o trabalho. “Como iremos trabalhar se não recebemos salário, vale-transporte e vale-alimentação? Além de nós, quem mais sofre com o parcelamento dos nossos salários é a população, que acaba ficando sem atendimento”, diz. Segundo a auxiliar de enfermagem do HPS, Sandra Rodrigues, a reivindicação também é para a melhoria no atendimento à saúde da população. “O nosso trabalho é muito precário, convivemos diariamente com ratos e baratas dentro do hospital. A população merece um serviço de saúde mais rápido e melhor e nós, municipários, queremos o que é nosso de direito”.  O presidente da associação dos servidores do HPS, Everaldo Nunes, diz que é necessário diálogo entre os funcionários e a prefeitura. “O Marchezan não pensa na família dos servidores, ele não conversa com os categoria e sem diálogo a greve tende a ficar cada dia maior”. À tarde, a mobilização segue em frente à Câmara Municipal, onde representantes do sindicato serão recebidos pela mesa diretora e pedirão a retirada dos projetos da pauta, que preveem o fim de benefícios como a licença-prêmio.

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