Rio Grande do Sul

AO REESTRUTURAR IPE, SARTORI PODE ESTAR PRETENDENDO PRIVATIZAR A ÁREA DA SAÚDE DO INSTITUTO

De Martini

Carlos De Martini, Presidente da AFOCEFE, pediu QUE O Governo retire o regime de urgência do projeto de reestruturação do IPE, para que possa ser mais amplamente discutido não só por Deputados, mas também pelos servidores do Estado, os maiores interessados no tema. O que pode estar sendo entabulado pelo privatista Governo Sartori, é a privatização da área da Saúde do IPE, o que prejudicaria muito o conjunto de Servidores que tem o IPE não só como Plano de Previdência, mas também como Plano de Saúde. O assustador é que esta discussão parece estar distante das preocupações do Servidores, que estão literalmente preocupados com a sobrevivência imediata, tendo em vista o vergonhoso parcelamento de salários a que estão submetidos a mais de 30 meses. Segue matéria do AFOCEFE SINDICATO:

 

O Afocefe Sindicato participou na manhã desta quarta-feira, 01, da audiência pública para tratar dos projetos que reestruturam o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS), encaminhados pelo governo do Estado no início do mês à Assembleia Legislativa.

Realizado em conjunto pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente e Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, a audiência contou com a presença de representantes de entidades de servidores públicos, que pediram a retirada do regime de urgência dos projetos.

‘’Esta questão é muito importante e precisa ser debatida em todas as instâncias. Requeremos um tempo melhor para a discussão destes projetos. Qual a garantia que temos de que a questão da saúde não será privatizada? São 300 mil servidores com inadimplência zero. Isso é maior que o Pré-Sal. E olhem o que ocorreu com o nosso Pré-Sal! Reafirmo que essa discussão não cabe no tempo exíguo do 62. Por isso, pedimos a retirada do regime de urgência’’, disse o presidente do Afocefe, Carlos De Martini Duarte.

O encontro, proposto pelos deputados Stela Farias (PT) e Tarcísio Zimmermann (PT), contou com a presença do presidente do IPERGS, Otomar Vivian, que esclareceu a proposta. ‘’ Este é um projeto de Estado e não de governo, que tem como objetivos assegurar maior qualificação dos serviços oferecidos, garantir a sustentabilidade dos sistemas e profissionalização da gestão’’, afirmou.

Em relação a principal contrariedade aos projetos,  que é o pouco tempo de discussão em função do regime de urgência solicitado pelo Executivo, Vivian disse que  encaminhará o pedido das entidades e dos deputados à Casa Civil ‘’para construção de um acordo político em torno de um tema que é de interesse público”.

Hoje, o custo anual da previdência estadual é de R$ 13,7 bilhões. A arrecadação, conforme Vivian, é de R$ 4,7 bilhões, obrigando o Estado a realizar um aporte de R$ 9 bilhões, valor que deverá chegar a R$ 10 bilhões em 2018.

A principal modificação proposta pelo Executivo divide o IPERS em duas autarquias especializadas. Uma delas, o IPE Saúde, será voltada exclusivamente à assistência à saúde dos servidores. Já o IPE Prev será o gestor único do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

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