Lula

O que explica a queda vertiginosa da rejeição a Lula

rejeiçãoO povo trabalhador esta se dando conta de que corrupto é o Sistema. Moro, agora denunciado com Provas por Tacla Duran, é prova de que a corrupção esta instalada também no judiciário. As pessoas se perguntam por que Lula, mesmo sem provas, o que foi reconhecido até pelo Juiz de Curitiba, foi condenado, enquanto Aécio,Temer e outros receptadores de malas cheias de dinheiro não sofrem condenação nem perseguição, e também de forma evidente, são protegidos pelo sistema. O mesmo Sistema que agora tira de forma desavergonhada os direitos trabalhistas, previdenciários e aumente e forma descarada a conta da Energia Elétrica, do Gás e da Gasolina. Corrupto é o Sistema, já disse este blogueiro em muitos artigos aqui no Blog. A forma da população em geral identificar o sistema corrompido é identificar os representantes do sistema, os políticos, como corruptos. E este sistema persegue Lula e o PT. A população já viu isto. A rejeição de Lula cai de 55% para 39% em apenas um ano. É também onde o PT, gravemente ferio pela perseguição máfio midiática, havia chegado a um patamar de apenas 5% da preferência popular entre os partidos, volta a ser o Partido preferido de 19% dos eleitores, anos luz a frente de PSDB, PMDB e outros que tais, com menos de 5%. Me senti provocado a fazer esta pequena análise após a publicação da opinião de dois cientistas políticos pelo Nexo Jornal, que também publico a seguir, para que os leitores do Luiz Müller Blog formem sua própria opinião e querendo, comentem aqui no Post:

Do NEXO JORNAL

O Nexo conversou com dois cientistas políticos na busca por explicações para a queda da rejeição ao nome de Lula. São eles: Leonardo Avritzer, professor de ciência política da UFMG Adriano Oliveira, professor de ciência política da UFPE Por que a rejeição a Lula está caindo? LEONARDO AVRITZER A rejeição do Lula cai por duas razões. Primeiro, o ex-presidente está em campanha. Segundo, a Lava Jato está sendo cada vez mais questionada, tanto os trabalhos conduzidos pelo juiz Sergio Moro quanto pelas ações da Polícia Federal. Um dos sinais é a veiculação das contestações à Lava Jato na mídia. Nas últimas semanas portais de grande alcance, como UOL e sites dos jornais O Globo e Estadão, estão publicando artigos desfavoráveis à Lava Jato e aos atuais métodos de combate à corrupção. Então, na realidade, existe um movimento de relativização com relação ao Lula, porque as provas contra ele são mais frágeis do que aquelas apresentadas em denúncias contra outros políticos. Há um certo ceticismo com relação à Lava Jato, aos trabalhos do juiz Moro. A Rede Globo está mostrando os problemas nas relações pessoais de Moro que ainda precisam ser explicadas [o ex-advogado da Odebrecht Tacla Durán diz ter pago propina a um padrinho de casamento de Moro para conseguir um acordo de delação premiada mais benéfico]. Em um primeiro momento a polêmica envolvendo Tacla Durán e Moro atinge a força-tarefa [da Lava Jato] de Curitiba, mas é claro que indiretamente vai afetar os trabalhos em Brasília também [sobre os políticos quem têm foro privilegiado]. Conjuntamente, na minha leitura, a contestação à atuação de investigadores e o fato de Lula estar em pré-campanha pelo Brasil ajuda a diminuir a rejeição ao nome dele. ADRIANO OLIVEIRA Nessa pesquisa, o dado relevante de fato é a rejeição a Lula, não aos outros pré-candidatos [com rejeição maior do que tinham há um ano]. O primeiro motivo para que a rejeição a Lula esteja caindo é o fato de que seus eleitores são contrários às medidas econômicas do governo Temer. A queda da rejeição do Lula está ligada diretamente à rejeição ao governo Temer e, consequentemente, à cristalização do voto do PT. Isso significa que os eleitores de Lula, durante um determinado período, perderam a confiança na figura do ex-presidente, sobretudo por conta de denúncias de corrupção. Mas em um dado momento, com a apresentação de denúncias de corrupção contra políticos que fazem parte do governo Temer, a defesa de reformas [como a trabalhista e da Previdência] e a não melhora da economia – porque os mais pobres ainda não sentiram essa melhora – os eleitores voltam para o lado de Lula. Essa volta do apoio ao Lula se dá muito por conta da lembrança de como era a situação durante os governos do ex-presidente [entre 2003 e 2010]. Tem mais uma coisa. Há uma aposta enganosa de que a Lava Jato será a pauta para a eleição de 2018. Eu discordo desse entendimento. Se a Lava Jato fosse a pauta da próxima eleição, o ex-presidente Lula não seria líder nas pesquisas de intenção de voto, a rejeição a ele não teria caído e o teto eleitoral dele não teria aumentado no segundo turno para mais de 50% [maior percentual de intenção de votos entre todos os cenários testados para 2018]. Ou seja, a Lava Jato não está batendo na porta das eleições. O que existe é um eleitorado que reprova as reformas, que ainda não sentiu no bolso nenhuma melhora decorrente das medidas econômicas do governo e que, mesmo que venha a sentir essa melhora no bolso, é um eleitor que tem identificação com o discurso e com a memória do governo Lula, mesmo que durante um período ele tenha se ressentido com o ex-presidente.

Do NEXO JORNAL

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