
Na última semana, a fotógrafa do Sul21 Joana Berwanger visitou cinco praças e parques da cidade – Praça da Matriz (Centro), Parque Marinha do Brasil (Cristal), Praça Berta Starosta (Rio Branco), Praça Dom Sebastião (Independência) e Parque Tristezense (Tristeza) – e pode constatar que, onde deveria haver grama, o mato tomou conta.
Na Matriz, um dos locais mais emblemáticos da cidade e vizinha das sedes dos três poderes estaduais e da Catedral Metropolitana, os arbustos há muito já superaram as grades às quais deveriam estar confinados, invadindo o espaço das pedras que compõem o mosaico da praça. Junto ao Marinha, próximo do estádio Beira-Rio, a relva já invade a ciclovia, transformando-a em local inóspito para os ciclistas.
Apesar de a Prefeitura estar constantemente anunciado por meio de suas redes sociais ações de capina, essa é a situação de diversas praças e parques da Capital. As reclamações sobre a situação já viraram rotina entre os moradores da cidade.
Em entrevista ao Sul21 nesta sexta-feira, o secretário de Serviços Urbanos da Capital, Ramiro Rosário (PSDB), informou que há uma empresa responsável por realizar a capina, roçada e limpeza de praças e parques, com contrato assinado no final de 2016, ainda na gestão de José Fortunati (PDT), mas reconheceu que, ao longo de 2017, a Prefeitura constatou que o trabalho tem sido insuficiente.
Segundo ele, já foi tomada a decisão de que o contrato não será renovado ao vencer, no primeiro semestre deste ano. Um novo processo licitatório deve ser aberto, com expectativa de conclusão ainda no primeiro semestre.
Rosário diz que, apesar de o valor do contrato a ser proposto ser o mesmo do anterior (R$ 6,5 milhões ao ano, com a possibilidade de renovação por cinco anos), a estrutura do acordo será modificada para melhorar critérios de medição de eficiência, produtividade e forma de pagamento, entre outras medidas com as quais ele espera que a eficiência da capina de praças e parques possa ser aumentada em 40%.
No início de fevereiro, Rosário também anunciou que a situação de outro contrato, para a capina das vias, havia sido regularizado e que as ruas da Capital passarão a ter sua grama cortada regularmente a partir do meio do ano. Segundo ele, Porto Alegre estava há seis anos sem licitação para capina das ruas, com o serviço sendo realizado no período graças a dez contratos emergenciais sucessivos. Em março de 2017, a empresa responsável pela capina das vias abandonou o serviço por causa de falta de pagamentos da Prefeitura, que somariam R$ 1,7 milhão, de acordo com o secretário.
Um novo contrato emergencial foi firmado, mas venceu em setembro, antes que a licitação tivesse sido concluída. O serviço foi então precarizado até que a situação fosse resolvida, o que só ocorreu a partir do dia 5 de janeiro, quando a Cootravipa, vencedora da licitação, passou a operar. No entanto, como a taxa de 100% das equipes na rua só foi alcançada no dia 21, em janeiro foi realizada a capina em apenas 900 km de um total de 4,7 mil km de vias capináveis. Rosário diz que, a partir de fevereiro, passam a vigorar os novos critérios do contrato, que determinam a capina de 2 mil km de vias nos meses de verão (entre novembro e fevereiro), 1,5 mil km em meses intermediários e 1 mil km no inverno.
Confira a galeria de fotos dos cinco locais visitados:




















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Pingback: Porto Alegre: Do abandono ao mato, um retrato de praças e parques da Capital | O LADO ESCURO DA LUA
Segue o plano de gerar o caos. Porquê as praças da vila Assunção (Av. Pereira Passos) continuam sendo capinadas com regularidade e com iluminação ok? Será que por aqui a densidade demográfica de moradores juízes é maior? Será que regiões elitizadas de ‘Pequenópolis’ estão sendo privilegiadas? Porquê esta diferença?
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