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São fartos os indícios de crime eleitoral de Bolsonaro – abuso de poder econômico

São fartos os indícios de crime eleitoral de Bolsonaro – abuso de poder econômico. No Whats App ele administra 40 mil grupos, isso custa caro e não há declaração de gastos ao TSE. Mas a campanha de Haddad detectou crime muito mais sério: grande quantidade de outdoors favoráveis a Bolsonaro e não declarados ao TSE. E agora, o Blog da Cidadania descobriu mais.

A coligação encabeçada por Fernando Haddad (PT) ingressou nesta quarta-feira com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de apuração de possível abuso de poder econômico pelo adversário na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), e o vice dele, Hamilton Mourão (PRTB), pela colocação de outdoors “de forma ilegal pelo Brasil inteiro”

No pedido de instauração da ação de investigação judicial eleitoral, a chapa de Haddad afirmou ao TSE que a prática dos adversários desequilibra a disputa, o que representa uma conduta passível de condenação da chapa à inelegibilidade.

“Resta claro o abuso de poder econômico na medida que a campanha do candidato representado ganha reforço financeiro que não está compatibilizado nos gastos da campanha”, diz a ação da campanha de Fernando Haddad.

A advogada Karina Kufa, que representa a coligação de Bolsonaro, afirmou que os outdoors pedindo votos para ele são “produzidos por eleitores, não sendo tal material de responsabilidade da campanha”. A defesa de Bolsonaro no TSE diz “ignorar” a forma de contratação dos outdoors pelos apoiadores”.

É óbvio que se trata de uma balela. São milhões e milhões de reais gastos nesses outdoors e basta que a Justiça Eleitoral intime as empresas que os confeccionam que dirão quem são essas legiões de brasileiros ricos que estão pagando tudo isso.

Para se ter ideia da enormidade de outdoors da campanha bolsonarista, basta ver reportagem da Folha de São Paulo publicada em 30 de julho, a qual denuncia o crime eleitoral que começou a ser cometido meses e meses atrás.

A coligação de Haddad cita que, segundo levantamento da Procuradoria-Geral Eleitoral, “há outdoors com padrões e mensagens semelhantes em pelo menos 33 municípios, distribuídos em 13 Estados. Porém, a coligação e a Justiça eleitoral deveriam atentar para o que publicou a Folha.

A matéria do jornal diz que localizou registros de vídeo e imagens de outdoors em benefício de Bolsonaro espalhados por mais de 200 cidades de todos os estados, de novembro de 2017 a julho de 2018 e que o número total de outdoors pode ser bem maior.

Um militante de Bolsonaro que inaugurou a propaganda em Chã Grande (PE) disse em entrevista a uma televisão local que só no Pernambuco o grupo já havia erguido 92 outdoors.

Além dos gastos suspeitos com a difusão de fake news por Whats App, essa questão dos outdoors, se bem investigada, revelará de onde vem a enormidade de dinheiro da campanha bolsonarista. Uma fortuna gigantesca que até o momento não foi declarada à Justiça Eleitoral.

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