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Investigação revela como MBL compra sites para atacar adversários

Longa reportagem investigativa da revista eletrônica Vice mostra como o grupo de ultradireita Movimento Brasil Livre (MBL), através da compra de páginas, apropriações e expansão de uma estética criada em 2013, se transformou numa máquina de produzir memes e fake news para atacar adversários políticos.
Reprodução

Print vazado de Lucas Cristofolini, dono da página do CBM, comentando sobre vendaPrint vazado de Lucas Cristofolini, dono da página do CBM, comentando sobre venda

Segundo a matéria, em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, o cenário memeiro de política no Brasil se mantinha estável em meio à turbulência. Havia, no fronte, duas correntes: de um lado, as páginas maiores que marcavam suas posições ideológicas, como o Movimento Brasil Livre, o MBL, um dos grandes agitadores do impeachment da presidente; do outro, em maior quantidade e menos influência, havia as páginas e grupos apartidários como Ajudar O Povo De Humanas a Fazer Miçanga, O Legado da Copa, O Brasil Que Deu Certo e a Corrupção Brasileira Memes (CBM). A produção de todas seguia em relativa paz até que forças ocultas se mobilizaram no que seria um prelúdio do uso estratégico das redes sociais no campo eleitoral.

“De dois anos pra cá, testemunhamos uma metamorfose política de algumas páginas que antes defendiam um discurso de alopração generalizada, quase niilista, e hoje integram a nova direita brasileira ao lado de Direita Vive 3.0 e Socialista de iPhone. Antes apartidárias, elas passaram a focar numa tiração de sarro com a esquerda e a endeusar figuras da direita, como Jair Bolsonaro. Conforme apuramos, a maior parte delas está diretamente ligada ao MBL, grupo que iniciou sua trajetória militante anti-petista na internet e hoje, segundo fontes, compra outras páginas para manter seu domínio na proliferação de notícias apaixonadas em forma de montagens de fácil assimilação”, informa o texto.

A mais relevante aquisição é a da página Corrupção Brasileira Memes (CBM), uma das maiores do país, hoje com mais de 1,2 milhões de usuários. Antigos membros da CBM, insatisfeitos com os rumos que a página tomou, conversaram com a reportagem da Vice para explicar como se deu o que chamam de “tomada do poder” do MBL na comunidade.

Uma curiosidade trazida pela Vice é que a estética da nova direita brasileira presente nas páginas de Facebook (e também nos grupos de zap) foi consolidada por eles em torno de 2013. “Desde o óclinhos de thug life de Bolsonaro até as montagens propositalmente feias e exageradas, aquilo que se iniciou nos primórdios do meme brasileiro ainda estão presentes na maioria das páginas reacionárias pra tirar sarro de esquerdistas. O seu principal proponente foi Paulo Batista, o primeiro candidato a usar em campanha o termo “mito” e cruzar a linha entre o que era produzido na internet e o que era utilizado como material de campanha“, diz a reportagem.

Uma análise rápida dos memes e “notícias” produzidas pela rede do MBL deixa claro que a maioria das peças tem o objetivo de achincalhar políticos de esquerda ou qualquer outra liderança que se coloque contra os interesses obscuros do grupo direitista. A ex-presidenta Dilma, o ex-presidente Lula, parlamentares como Maria do Rosário, Manuela D’Ávila e Jean Willys são alvos frequentes das ‘piadas” e fake news espalhadas pela rede ligada ao MBL.

A reportagem da Vice qualifica o Movimento Brasil Livre como um grupo de “jovens e defensores do que chamam de liberalismo econômico, estado mínimo e pautas conservadoras” e afirma que “o grupo vive em seus celulares, se comportam como celebridades da internet, ambiente em que se tornaram conhecidos propagadores de notícias falsas. Matérias da VICE deram conta que militantes do MBL estão diretamente ligados à produção de fake news do site Jornalivre, mesmo site que usava o computador alheio para minerar moedas virtuais. Depois da denúncia, o movimento retirou o script sem se pronunciar sobre o caso.

Clique aqui para ler a matéria completa no site da Vice

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