mídia/política

Com Bolsonaro, JN volta ao jornalismo declaratório do tempo da ditadura

“Não. Nada de Queiroz. Isso é coisa do passado, gente. Parem de querer atrapalhar o avanço do Brasil. Corrupção agora é coisa menor e do passado. Olhemos para frente. “

Por Camilo de Oliveira Aggio no  Diario do Centro do Mundo

Jornal Nacional de hoje

1) Jair Bolsonaro aumentou o salário mínimo de tanto para tanto. Isso. Aumentou e não diminuiu o previsto e aprovado pelo Congresso, como qualquer paquiderme que acompanhou as notícias de hoje sabe.

2) Falou do encontro do presidente eleito com o secretário de estado americano. Só as flores. Não falou da gafe da Secom e o puxão de orelha da embaixada dos EUA.

3) Reproduziu, ipsis literis, as atrocidades que Bolsonaro publicou no Twitter sobre terras indígenas e quilombolas, como que são desperdício e controladas por ONG’s. Nada mais. Nenhuma voz de pessoas que trabalham ou representam essa gente.

4) Com Moro, uma assessoria de imprensa, com direito a destaque para uma fala que insinua decisão do Governo Lula para, então, claro mostrar o arqui-inimigo comum em chave negativa. Nadinha de contraditório. Foi decisão político-partidária no caso Batisti.

5) Não. Nada de Queiroz. Isso é coisa do passado, gente. Parem de querer atrapalhar o avanço do Brasil. Corrupção agora é coisa menor e do passado. Olhemos para frente.

Enfim, um telejornal que passou a última década com uma postura tão crítica e combativa, agora virou um telejornaleco declaratório.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO FACEBOOK DO AUTOR

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