PREVIDÊNCIA

Surreal: Governo quer usar dinheiro do FGTS pra acabar com Sistema de Previdência Social e Aposentadoria

Governo quer desobrigar patrões de contribuirem com a Previdência Social e quer usar dinheiro do FGTS do próprio trabalhador pra escamotear o golpe. É a capitalização. Hoje trabalhadores contribuem com 11% do que ganham para a Previdência Social. Empresários contribuem com outros 11%. O Sistema de Seguridade Social arrecada ainda recursos vindos de todos os jogos de sorte, como MegaSena, Lotorias, etc…Há ainda outras fontes. Na verdade a Previdência tem dinheiro suficiente para pagar as aposentadorias e demais direitos, como Auxilio Doença, Auxilio Acidente de Trabalho, Licença Maternidade entre outros. É o Sistema Contributivo Solidário. Mas o Governo Bolsonaro quer acabar com este Sistema e na maior cara dura, sinaliza que quer usar dinheiro do FGTS, dos próprios trabalhadores, para substituir o dinheiro que hoje os patrões pagam para a Previdência. Isto se Guedes e Bolsonaro conseguirem aprovar o projeto deles, que em poucos anos acabará com o atual sistema de contribuições e até quem é aposentado não terá mais de onde receber recursos, já que o Sistema já não arrecadará mais. E o Governo ainda vai querer enganar o trabalhador, tirando dele o FGTS, que é uma poupança, para colocar no tal sistema de capitalização. Ou seja, o trabalhador perderia o que tem de FGTS e lá no futuro se aposentaria se tivesse sorte. Já pensou?

Leia a matéria de O GLOBO. E note como O GLOBO e a grande mídia falseiam as notícias já na sua manchete:

Carteiras de trabalho Foto: Leo Martins/Agência O Globo/05-05-2017

BRASÍLIA – O governo estuda autorizar os trabalhadores a transferirem recursos das suas contas do FGTS para o regime de capitalização – modalidade de previdência que será criada para os novos trabalhadores do setor privado com a reforma. Por esse mecanismo, os segurados passam a contribuir para suas próprias aposentadorias, numa poupança visando a obter uma renda complementar. Como a maior parte dos recursos do FGTS já está comprometida com empréstimos habitacionais, inicialmente cotistas poderão migrar somente novas contribuições que seus empregadores farão ao Fundo.

Uma das preocupações é evitar um problema político com o setor da construção civil, o que poderia prejudicar a aprovação da reforma. A proposta vai tratar apenas das linhas gerais da capitalização. Os detalhes, como alíquota de contribuição e abrangência, serão definidos posteriormente, em lei complementar.

Segundo estudos da área econômica, a ideia é seguir outros países e criar alíquota para os empregadores a fim de ajudar a financiar o novo modelo. Seria algo similar aos fundos de pensão das estatais em que os patrocinadores recolhem para a Previdência a mesma alíquota dos funcionários.

A destinação de fontes distintas ao regime de capitalização tem o objetivo de evitar o que aconteceu no Chile, onde só os trabalhadores contribuíram (com alíquota de 10%). O modelo teve problemas com o baixo valor de aposentadorias.

Segundo técnicos, a capitalização valerá para novos trabalhadores e que ganham acima do teto da Previdência (de R$ 5.839). Os demais continuarão enquadrados no regime de repartição, no qual os trabalhadores da ativa ajudam a pagar benefícios de aposentados.

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