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“Israel Contra-ataca Palestinos e mata bebê” é a manchete.A história é outra!

A manchete é da Revista Exame. O conteúdo a seguir também é. A Manchete “responzabiliza” os palestinos pelo assassinato do bebê palestino. Israel só teria matado o bebê por que “contra atacou”. Israel, que cerca a Faixa de Gaza por muros intransponíveis, de onde palestinos só saem mediante expressa autorização dos judeus, usa todo seu arsenal militar para punir o povo palestino por que alguém atirou foguetes em seu território. Foguetes que aliás não matam ninguém, como é possível constatar no conteúdo da própria matéria. Mas a retranca da matéria repete “Quase duzentos foguetes lançados de Gaza caíram neste sábado em Israel, que respondeu ao ataque causando a morte de um bebê de 14 meses, sua mãe e de um jovem palestino. ”

Não só por esta mas por outras tantas matérias, fica-se sabendo que dezenas de palestinos foram assassinados por modernos projéteis israelenses que atingem bairros palestinos e que nenhum judeu morreu.

E as manchetes continuarão sendo assim, armas que buscam matar a verdade ou esconder as obviedades: O Estado de Israel é assassino. E não se exime nem de matar crianças e até bombardear escolas.

Israel contra-ataca palestinos e mata bebê de 14 meses

Por AFPaccess_time4 maio 2019, 17h15more_horiz

Mulher ergue bandeira palestina em meio a protesto na fronteira da Faixa de Gaza com Israel

FAIXA DE GAZA: protestos de palestinos contra Israel se intensificaram desde março (Mohammed Salem/Reuters)

Quase duzentos foguetes lançados de Gaza caíram neste sábado em Israel, que respondeu ao ataque causando a morte de um bebê de 14 meses, sua mãe e de um jovem palestino.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que um bebê de 14 meses morreu quando um míssil israelense atingiu a casa de sua família, a leste da cidade de Gaza, e sua mãe, Falastine Abu Ararque, 37 anos, ficou gravemente ferida, vindo posteriormente a falecer.

Mais cedo, um palestino de 22 anos foi morto em outro ataque israelense. Uma fonte de segurança de Gaza também disse que os ataques israelenses atingiram três áreas separadas da Faixa de Gaza e que três “combatentes da resistência” ficaram feridos.

Neste contexto, Israel anunciou o fechamento das passagens fronteiriças com Gaza e proibiu a pesca na zona marítima do território palestino, governado pelo movimento islamita Hamas. Em retaliação à chuva de foguetes palestinos, Israel realizou ataques aéreos e recorreu a disparos de tanques contra posições do Hamas, segundo o exército hebreu.

A agressão palestina e a resposta israelense aumentam os temores de uma nova escalada entre o Estado hebreu e o encrave palestino.

A Jihad Islâmica reivindicou o disparo de uma parte desses foguetes e disse que continuará atacando. Em um vídeo transmitido por redes sociais, o braço armado do grupo Hamas ameaçou atacar vários alvos estratégicos de Israel, como o Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv.Veja também

O exército israelense informou que os palestinos dispararam cerca de 200 foguetes da Faixa de Gaza e que dezenas deles foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis de Israel. Grande parte dos foguetes caíram em zonas desabitadas.

De acordo com os serviços de emergência israelenses, os foguetes não causaram vítimas fatais israelenses, mas um mulher de 50 anos ficou gravemente ferida pelos estilhaços de um foguete que caiu em Gat, a 20 km no norte de Gaza, e outro israelense, de mesma idade, também se feriu em Ashkelon.

O Exército disse que bombardeou dois lançadores de foguetes palestinos e que tanques atacaram vários postos militares do Hamas.

No final do dia, as sirenes de alerta continuavam soando nas zonas israelenses limítrofes com a Faixa de Gaza e a polícia pediu que os habitantes que se dirigissem aos refúgios a cada alerta.

Manifestações

Essa escalada, a mais importante durante várias semanas, ocorre após manifestações violentas na sexta-feira na fronteira de Gaza.

Quatro palestinos, incluindo dois membros do braço armado do Hamas, foram mortos em um ataque israelense na Faixa de Gaza na sexta-feira, após dois soldados israelenses terem sido feridos em confrontos no setor de fronteira.

O Hamas prometeu na sexta-feira responder à “agressão israelense”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste sábado que se reunirá com autoridades de segurança do país para discutir a crise.

Israel e Hamas entraram em confronto em três guerras desde 2008 e, quando a tensão aumenta entre os dois lados, temem um quarto conflito.

No final de março, sob os auspícios do Egito e da ONU, um cessar-fogo foi negociado, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel.

Isso permitiu manter relativa calma durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas na terça-feira, Israel reduziu a zona de pesca autorizada na costa de Gaza depois que militantes palestinos lançaram um foguete em seu território.

O foguete caiu no Mediterrâneo. O exército israelense acusou a Jihad Islâmica, um grupo aliado do Hamas.

Uma delegação do Hamas liderada por seu líder em Gaza, Yahya Sinwar, deixou o encrave na quinta-feira para o Cairo para discutir com autoridades egípcias os meios para preservar a trégua.

Nos últimos meses, Israel aceitou que o Catar forneceria uma ajuda multimilionária a Gaza para pagar salários e financiar a compra de combustível e assim enfrentar a escassez de eletricidade.

Desde março de 2018, palestinos protestam na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel contra o bloqueio no encrave e pelo retorno de refugiados palestinos que foram expulsos ou tiveram que deixar suas terras após a criação de Israel em 1948.

Pelo menos 270 palestinos foram mortos desde o início da mobilização, em manifestações ou em ataques israelenses em retaliação. Do lado israelense, dois soldados morreram.

Os organizadores das manifestações e do Hamas asseguram que o movimento da “Grande Marcha de Retorno” é independente. Israel, por outro lado, acusa o Hamas de orquestrar essas manifestações.

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