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Oposição derrota aliado de Bolsonaro em eleições municipais na Hungria

Claro que o resultado precisa ser visto com as devidas reservas do ponto de vista da Luta de Classes, por que estamos falando de uma aliança que junta a Centro Esquerda com a oposição financiada por George Soros, financista internaciona, co financiador das “revoluções coloridas” pelo mundo, que no entender deste blogueiro, também bancou o inicio do golpe em 2013 no Brasil. l . Hoje Soros é inimigo de Orbán, o primeiro ministro neo fascista da Hungria. A matéria que publico a seguir, é do Jornal o Globo. A aparente euforia da matéria tem a ver com a “liberdade de imprensa” deles, que como sabemos, produz os conteúdos de criminalização da política que permitem justamente a eleição de gente como Órban, Bolsonaro e outros que tais.

Como é possível verificar no artigo, Órban fez todas as maldades possíveis, incluindo uma Reforma da Previdência e uma Reforma Trabalhista que esmagou os direitos dos trabalhadores. Transcorridos os anos, Órban continua respaldado pela grande mídia criminosa no que se refere a economia, mas a mesma midia lhe faz uma oposição velada nos temas identitários e segmentados( qualquer semelhança com Bolsonaro e a Globo, não é mera coincidência).

Então, apesar de alvissareira do ponto de vista da perspectiva do resgate da democracia, a fundamental questão econômica, da super exploração da classe trabalhadora por parte do capital financeiro internacional ainda não parece estar no centro das preocupações.

A lição no entanto é clara: “inimigos dos meus inimigos são meus amigos”, nem que seja temporariamente. Por isto a Construção de uma Frente Ampla para derrotar o fascismo é fundamental.

Mas o fato é, que não basta derrotar o fascismo. É preciso derrotar o neo liberalismo.

Por isto é necessário que a esquerda ajude a construir uma Frente Ampla em Defesa da Soberania Nacional e contra o fascismo, mas precisa ter um Programa Estratégico de Médio e Longo prazo que resgate a consciência da Classe Trabalhadora, atordoada pelas mudanças profundas que sofreu internamente por causa das novas tecnologias.

Segue a matéria de O GLOBO

Oposição húngara se une e centro-esquerda toma Budapeste de Orbán

Gergely Karacsony, de 44 anos, em seu discurso de vitória após ser eleito prefeito de Budapeste Foto: BERNADETT SZABO / REUTERS 13-10-19
Gergely Karacsony, de 44 anos, em seu discurso de vitória após ser eleito prefeito de Budapeste Foto: BERNADETT SZABO / REUTERS 13-10-19

BUDAPESTE – A oposição da Hungria conquistou a sua maior vitória eleitoral em uma década neste domingo, quando Gergely Karacsony, de centro-esquerda, derrotou Istvan Tarlos, presidente do partido no poder, que tentava se reeleger para a prefeitura de Budapeste. Os partidos da oposição também tiveram ganhos em outras grandes cidades.

O resultado não afetará o controle do primeiro-ministro Viktor Orbán sobre o poder nacional, já que seu gabinete é sustentado por uma economia forte, uma retórica feroz contra a imigração e aumentos salariais. O seu partido Fidesz continua sendo muito popular nas áreas rurais e nenhuma eleição geral deve ocorrer até 2022, como Orbán, que chegou ao poder em 2010, detém uma grande maioria no Parlamento.

Ainda assim, a oposição, que formou uma frente ampla entre diversos setores de oposição, comemorou o resultado. Com 81,6% dos votos contados, Karacsony conquistou os votos de 50,6% dos eleitores, em comparação com 44,3% para Tarlos, de acordo com dados do site do Escritório Nacional de Eleições.

Karacsony, de 44 anos, justificou a vitória à sua estratégia de apresentar candidaturas conjuntas, vista como a melhor maneira de desafiar o Fidesz, que conquistou sete vitórias consecutivas em eleições nacionais, municipais e europeias desde 2010.

— Demos a todos uma lição sobre democracia. Uma unidade de oposição que os eleitores esperavam há muito tempo foi formada, e o resultado nos diz que esse é o caminho a seguir — disse Karacsony a apoiadores. — Mudar Budapeste e as principais cidades é o primeiro passo para mudar a Hungria.

Budapeste, onde moram 1,7 dos quase 10 milhões de húngaros, é o centro político e econômico do país. A conquista da cidade representa um avanço considerável para a oposição que, depois de anos dividida e enfraquecida, decidiu se unir em torno de candidaturas únicas nas grandes cidades. A estratégia funcionou na capital, onde as últimas pesquisas previam um empate. Tarlos, de 71 anos, governa Budapeste desde 2010.

No começo do ano, milhares de pessoas saíram às ruas da capital para protestar contra uma reforma trabalhista e contra a deriva autoritária que o primeiro-miinistro empreendeu desde que chegou ao poder, por maioria absoluta, em 2010. Nas áreas rurais, contudo, ele ainda conta com sólido apoio.

A Hungria tem um modelo que descreve como “uma democracia iliberal”. Orbán, que diversas vezes elogiou o presidente Jair Bolsonaro e viajou para a sua posse, tomou diferentes medidas para enfraquecer o sistema de pesos e contrapesos do país, assumindo o controle de centenas de veículos de imprensa, indicando juízes dóceis ao governo para tribunais e fechando uma universidade financiada pelo bilionário e filantropo George Soros. A plataforma de Orbán, que enfrenta acusações de corrupção, baseia-se sobretudo em uma retórica virulenta contra a imigração e contra a União Europeia.

Os partidos de oposição também devem obter maioria na Assembleia Geral de Budapeste e obtiveram ganhos fora da capital, com resultados preliminares indicando que prefeitos da oposição venceram em 10 das 23 grandes cidades da Hungria.

— Hoje, os cidadãos de Budapeste decidiram que chegou a hora de algo diferente — disse Orbán em entrevista coletiva. — Aceitamos esta decisão. No interesse do país e dos cidadãos de Budapeste, estamos prontos para cooperar.

Orbán disse que o Fidesz deve vencer as disputas para prefeito em mais da metade das cidades com uma população superior a 5 mil pessoas, acrescentando que o número de votos emitidos em todo o país mostrou que sua aliança de direita continua sendo a mais forte da Hungria.

O premier disse, no entanto, que o Fidesz precisaria se debruçar sobre os resultados das eleições e fazer ajustes em suas políticas, sem entrar em detalhes.

Naz Masraff, analista do instituto Teneo Intelligence, disse que o resultado da oposição pode consolidar a cooperação entre os partidos da oposição antes das eleições gerais de 2022.

Com informações de O GLOBO

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