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Greve continua: FUP e Petroleiros recorrem da decisão do TST

Greve entra no 18º dia. Movimento é contra demissões . Por Isto é LEGAL E AMPARADA NA CONSTITUIÇÃO !!

Fachada da Petrobras, no Rio de JaneiroSérgio Lima/Poder360

Segue matéria do PODER360

A FUP (Federação Única dos Petroleiros) informou nesta 3ª (18.fev.2020) que irá recorrer da decisão do ministro Ives Gandra Martins Filho, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), e que a greve da categoria continua. Leia a íntegra da decisão (60KB).

Na 2ª feira (17.fev), Gandra atendeu ao pedido da Petrobras e considerou ilegal a greve dos petroleiros. Na decisão, como forma de garantir o cumprimento do efetivo de 90% e não interromper a produção, o ministro autorizou a estatal a impor sanções disciplinares contra os grevistas, incluindo corte de salários e demissões.

A decisão não proíbe paralisações, mas coloca que a greve não pode permanecer nos moldes atuais. O órgão decidiu que a paralisação tem motivação política, desrespeita a lei de greve e as ordens judiciais para manter 1 percentual mínimo de trabalhadores em atividade. “A abusividade e ilegalidade do movimento paredista dos petroleiros, que já dura 17 dias, tem motivação política, e desrespeita ostensivamente a lei de greve e as ordens judiciais de atendimento às necessidades inadiáveis da população em seus percentuais mínimos de manutenção de trabalhadores em atividade”, diz.

Em comunicado, a FUP orientou que os petroleiros mantenham a greve e sigam as recomendações dos sindicatos em relação às tentativas de intimidação e assédio da Petrobras. Em novembro de 2019, o ministro Ives Gandra também definiu a greve como ilegal, e foi derrotado na SDC (Seção de Dissídio Coletivo) do TST.

Para o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, “o mínimo que se esperava era que o ministro Ives Gandra respeitasse a decisão anterior [de 2019] de seus pares na SDC, o que não ocorreu”. O julgamento em definitivo no TST está marcado para o dia 9 de março.

A greve entra, nesta 3ª feira (18.fev), em seu 18º dia. Segundo a FUP, são 21.000 trabalhadores mobilizados em mais de 120 unidades da estatal. O movimento surgiu como protesto contra as demissões que devem ocorrer na Fafen-PR (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), que deve ser fechada pela Petrobras. Os grevistas também reivindicam que o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) seja cumprindo, que, segundo a federação, não está sendo respeitado.

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