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O Perigo da “Mão Invisível” de Paulo Guedes no Rio Grande do Sul: O que os Gaúchos Precisam Saber

A notícia de que o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, será o conselheiro e arquiteto do plano de governo de Luciano Zucco (PL) para o Rio Grande do Sul deve acender um alerta vermelho em cada residência gaúcha. Para quem tem memória curta ou não sentiu no bolso o peso das políticas do “Posto Ipiranga”, basta recordar o tom sombrio de sua gestão: uma mistura de desdém social e obsessão por números que ignoram a vida humana.

A Lógica do “Não Importa se Morrerem”

O DNA do pensamento de Guedes ficou registrado em sua defesa implacável da Reforma da Previdência. Para ele, o sucesso de uma política não é medido pela dignidade do idoso, mas pelo “rendimento” de 1 trilhão de reais. Em 2019, ficou claro que a meta fiscal estava acima da vida: se o trabalhador morresse antes de se aposentar, para o projeto de Guedes, isso era apenas um detalhe estatístico favorável ao fechamento das contas.

Essa mesma lógica de “trabalhar até morrer” é o que Zucco agora pretende importar para o Piratini. Ao trazer Guedes para desenhar seu programa, o candidato bolsonarista sinaliza que o Rio Grande do Sul será tratado como uma planilha de custos, onde os serviços públicos e os direitos dos servidores são alvos prioritários de cortes e privatizações desenfreadas. Em outras palavras, vai aprofundar o Desmonte do Estado que Sartori e Leite iniciaram.

O Estelionato contra os Aposentados

O impacto das ideias de Guedes já é uma realidade amarga para milhões de brasileiros e gaúchos.

A Reforma da Previdência de Bolsonaro e Guedes não apenas dificultou o acesso à aposentadoria, como criou uma armadilha para quem já contribuiu a vida toda. Os Frutos podres desta Reforma Previdenciária são:

Achatamento do Poder de Compra: Enquanto o salário mínimo tem ajustes acima da Inflação, os aposentados que recebem acima do piso são punidos com aumentos sistematicamente inferiores à inflação real dos alimentos e remédios.

Perda Acumulada: Milhões de gaúchos viram seu padrão de vida despencar desde a reforma, tornando-se “novos pobres” na terceira idade, enquanto o governo que Guedes serviu celebrava a economia de gastos às custas do prato de comida do idoso.

Um Legado de Destruição Nacional

A participação de Guedes no plano de Zucco não é perigosa apenas pela Previdência. O ex-ministro acumula um histórico de ações que asfixiaram o país:

A Carestia dos Alimentos: Sob sua gestão, o Brasil viu o desmonte dos estoques reguladores da CONAB, o que contribuiu diretamente para a explosão do preço do arroz e do feijão.

A “Granada no Bolso” do Servidor: Guedes nunca escondeu seu desprezo pelo funcionalismo público — professores, policiais e profissionais da saúde —, tratando-os como inimigos do Estado enquanto promovia a desvalorização das carreiras que atendem a população mais pobre.

Privatizações a Preço de Banana: A obsessão por vender o patrimônio público, como tentou com a Eletrobras, visava apenas o lucro imediato de setores financeiros, ignorando a soberania nacional e a segurança energética.

    O Risco para o Rio Grande

    Eleger um candidato que se orgulha de ter Paulo Guedes como mentor é dar um cheque em branco para a continuidade de um projeto que despreza o trabalhador. O Rio Grande do Sul, com sua forte tradição de serviços públicos e uma população idosa significativa, será o laboratório perfeito para o aprofundamento da miséria social caso essa cartilha neoliberal e desumana seja aplicada no Piratini.

    Os gaúchos precisam decidir: querem um governo que cuide das pessoas ou um governo que, orientado por Guedes, olhe para o cidadão e diga que “não importa se morrerem”, desde que as contas dos banqueiros estejam no azul?


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