Porto Alegre

Duas semanas depois do Prefeito liberar shoppings e restaurantes, Porto Alegre tem aumento de ocupação de leitos de UTI por Covid-19

No dia 20 de maio o Prefeito autorizou a reabertura de vários estabelecimentos comerciais. O Resultado veio agora: O crescimento da ocupação de leitos de UTI subiu…e Muito.

A Pandemia esta sem controle no Brasil. E não é diferente no RS e em Porto Alegre. Tomam decisões “técnicas” baseadas em que e em quais técnicos? Se técnico fosse, seria igual pelo menos num Estado como o RS. Ou numa região metropolitana como Porto Alegre. Mas não…Cada Prefeito toma as decisões que bem entende, baseado é claro em “técnica”. Mas até as pedras sabem que se o poder público libera, isto é sinal para as pessoas afrouxarem. Numa pandemia, o Estado, e no Caso a Prefeitura, abandonar os cidadãos a própria sorte, é um descalabro. Mas é o que narra a TV e escrevem os jornais. “Não. Melhorou. Temos menos leitos ocupados que outros lugares. Então dá pra flexibilizar. Mas flexibilizar, significa dizer aos trabalhadores que ainda tem seu emprego que “olha meu irmão, o Prefeito Liberou a loja aqui. Se tu não quiseres vir trabalhar, tem quem queira”. E o cara vai…por que precisa, não por que queira. E precisa até por que o Presidente que o Marquezan ajudou a eleger ainda não tá pagando o complemento salarial dos trabalhadores que fizeram acordo pra suspender o contrato. E aí sai pra rua, encontra mais gente e o vírus circula mais. E pega em mais gente.

Olha o que disse o Prefeito, segundo a matéria do Correio do Povo que publico a seguir

O prefeito falou da importância de dividir a evolução preocupante na ocupação dos leitos de UTI, dos últimos três dias, com a população,

Dividir a evolução quer dizer, dividir a responsabilidade. Mas se por um lado o cara tem se cuidar, se ele não tiver alternativa, como é o caso da maioria dos trabalhadores que trabalham nestes ambientes que o Prefeito liberou nos seus decretos, o que acontece com ele? Ele é convidado a decidir entre uma probabilidade maior de se contaminar ou de ficar em casa, não se contaminar, mas perder o emprego.

Segue a matéria do Correio do Povo

Prefeito Nelson Marchezan descartou avançar com flexibilizações após cidade passar de 44 leitos de UTI ocupados na sexta para mais de 60 na segunda

Prefeito de Porto Alegre apresentou novas decisões no combate à Covid-19

Prefeito de Porto Alegre apresentou novas decisões no combate à Covid-19 | Foto: Anselmo Cunha / PMPA / CP

Do Correio do Povo

* Com informações de Jessica Hübler

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., anunciou na tarde desta segunda-feira que não irá aumentar as medidas de flexibilização de restrições para cidade devido a alta velocidade de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) por pacientes com coronavírus na Capital. Segundo os dados apresentados pelo prefeito, a cidade passou de 44 leitos de UTI ocupados na última sexta-feira para 62 leitos de UTI ocupados na tarde de hoje. A decisão foi tomada junto ao Comitê Técnico de Enfrentamento ao Coronavírus de Porto Alegre.

“Não é um momento nem de pânico, nem de susto, mas de cautela e precaução”, lembrou Marchezan ao reforçar que a “regra número um” para o controle da situação é manter o distanciamento físico e a higiene, com o uso de máscara. A velocidade e a ocupação dos leitos de UTI serão monitoradas até quarta-feira, quando o Comitê Técnico de Enfrentamento ao Coronavírus deve se reunir novamente para tomar as próximas decisões. O prefeito ressaltou que há ainda 35 pacientes internados na UTI esperando o resultado do teste de Covid-19. Esse volume, segundo Marchezan, é um “número médio” para a Capital. 

De acordo com chefe do Executivo municipal, as atividades que estavam sendo analisadas para serem flexibilizadas nos próximos dias incluíam templos religiosos e igrejas, esportes coletivos profissionais, feiras de artesanato, como o Brique da Redenção, e cursos livres. Marchezan também reforçou que o plano retorno das atividades escolares segue na pauta do Comitê, que se reúne três vezes na semana. 

O prefeito falou da importância de dividir a evolução preocupante na ocupação dos leitos de UTI, dos últimos três dias, com a população, “para que todos possam entender que suspendemos eventuais liberações e vamos agora acompanhar de hora em hora e dia a dia”. “Faremos isto para que nos próximos dias possamos ter noticias em virtude da evolução desses números, sejam elas mantendo a situação, sejam elas restringindo novamente as atividades ou liberando de acordo com a equalização no crescimento desses números”, assinalou.

O decreto publicado no dia 20 de maio continua em vigor. “Iríamos avançar em algumas liberações, suspendemos esse avanço e vamos monitorar esses números, como temos feito ao longo desses três meses e continuar acompanhando a velocidade da ocupação dos leitos de UTI em Porto Alegre. A ocupação desses leitos se mantém de forma estável com em torno de 60% de pacientes do interior e 40% da Capital”, afirmou.

Apesar da suspensão das novas liberações, Marchezan assinalou que o objetivo da Prefeitura é voltar ao normal, o que é muito difícil. “Teremos um quase normal, porque as nossas vidas mudaram e vão se manter diferentes do que eram antes. A ideia é de que a gente pudesse se aproximar de um novo normal mais rapidamente, mas é muito importante que a gente preste atenção e fique aguardando os próximos dias para monitorar a velocidade que aumentam os leitos ocupados por pessoas com a Covid-19”, disse. 

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