Eleições 2020/Porto Alegre

Manuela D’Ávila que ponteia pesquisas, lidera também em interações nas Redes Sociais

Com informações do Correio do Povo

Levantamento solicitado à consultoria especializada mostra aqueles com mais interação com o público pelas mídias sociais na campanha

Candidatos de Porto Alegre têm diferentes desempenho nas redes
Candidatos de Porto Alegre têm diferentes desempenho nas redes | Foto: Denis Charlet / AFP / CP

Dados solicitados pelo Correio do Povo à consultoria especializada Bites, e que consideram as plataformas Facebook, Twitter, Instagram e YouTube, mostram os diferentes desempenhos dos postulantes à Prefeitura de Porto Alegre nas redes sociais. Os dados foram captados durante a campanha eleitoral. Apesar de a influência na Internet não necessariamente representar votos, o gerente de relações governamentais da Bites, André Eler, chama a atenção para a atuação das candidaturas de esquerda na Capital. “A esquerda em Porto Alegre entendeu mais rápido como funcionam as redes e consegue de forma muito mais efetiva fazer as redes trabalharem para ela”, avalia o gerente. Ele se refere a Manuela D’Ávila (PCdoB), Fernanda Melchionna (PSol) e Juliana Brizola (PDT). Elas apresentam os melhores desempenhos, apesar de Juliana estar praticamente empatada com Nelson Marchezan Júnior (PSDB). 

Tração dos candidatos nas redes sociais

Primeira colocada nas pesquisas de intenção de voto, Manuela D’Ávila é também a candidata à prefeitura mais forte nas redes sociais na campanha. Ao longo do último mês, ela manteve maior engajamento e, desde o início da campanha, em 27 de setembro, conseguiu um maior número de seguidores do que os demais postulantes. Foram 43 mil a mais, porém, em percentual representa aumento de quase 1%, já que ela tinha mais de 4,4 milhões de seguidores. 

A influência de Manuela nas mídias sociais, que não é recente, chega a ser de seis a sete vezes maior do que a segunda candidata com mais engajamento em seus perfis, Fernanda Melchionna, e mais de dez vezes superior aos restantes. O levantamento feito pela consultoria busca calcular a tração dos perfis oficiais, que é um índice para medir a capacidade dos candidatos de movimentarem os ambientes digitais levando em conta curtidas, comentários e compartilhamentos, de forma semelhante ao funcionamento dos algoritmos das plataformas. “Compartilhamento é um pouco mais importante, porque é mais endosso (ao candidato) ainda e existe um pouco mais de disposição da pessoa”, explica André Eler.

Além da presença efetiva nas redes, o engajamento de Manuela pode ser explicado pelo alcance que tem fora de Porto Alegre, uma vez que foi candidata a vice-presidente da República em 2018 e costuma se posicionar sobre diversos assuntos. Desde antes da campanha, ela já tinha uma presença e um engajamento mais elevados nas redes sociais na comparação com os demais candidatos. Ele reconhece que ainda não foi feita uma comparação das interações entre suas postagens referentes a temas nacionais e pautas especificamente de Porto Alegre.

Apesar de a candidata mais forte nas mídias sociais ser a primeira colocada nas pesquisas, essa relação não é regra. Fernanda Melchionna, por exemplo, tem tração expressiva nas redes e tem aparecido somente na quinta colocação dos levantamentos da disputa. 

Marchezan é o único a perder seguidores

Concorrendo à reeleição, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) é o único entre os 11 candidato à prefeitura de Porto Alegre analisados que perdeu seguidores nas redes sociais durante a campanha eleitoral, iniciada em 27 de setembro. Apesar de ser o segundo mais seguido quando somados os perfis no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube (ficando atrás apenas da candidata Manuela D’Ávila), o atual prefeito tem atualmente 2.166 pessoas a menos acompanhando suas contas. Em percentual, representa queda de 0,55%. 

Uma das possíveis causas para a perda de seguidores é o processo de impeachment que vem sido conduzido contra o prefeito durante a campanha eleitoral. A situação, conforme o gerente de relações governamentais da Bites, André Eler, é atípica. “Nas redes sociais é muito difícil diminuir o número de seguidores, a tendência é crescer”, explica.

Apesar das perdas, ainda há um número significativo de pessoas seguindo o atual prefeito. São cerca de 385 mil, muitos deles conquistados na eleição de 2016. Naquele ano, de acordo com Eler, a influência de Marchezan cresceu, apoiada, por exemplo, por iniciativas como o MBL. 

Coordenador digital da campanha do tucano, Rafa Bandeira afirma que a diminuição dos seguidores já havia sido mapeada e encarada com surpresa, já que a tendência é que os números sempre aumentem durante a disputa. De acordo com ele, não há um motivo que explique a situação, mas questões como o processo de impeachment e a pandemia podem influenciar. 

Montserrat Martins e Rodrigo Maroni ilustram uma situação curiosa. Com menor base de seguidores tiveram os maiores crescimentos percentuais, 11,35% e 13,15%, respectivamente, sendo que tiveram acréscimo de apenas 100 e 50 seguidores. Um destaque entre crescimento de seguidores e de percentual é a candidata Juliana Brizola, que teve mais de 9,2 mil seguidores, o que representou 8,58% a mais. 

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