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RS: Com 3º maior nº de modificações da covid-19, Governo quer obrigar volta as aulas, expondo professores, alunos e pais

A mesma Zero Hora que publicou em sua capa a vontade do governo de OBRIGAR a comunidade escolar a se expor ao Vírus é a mesma que publicou o artigo que reproduzirei a seguir, e que dá conta de que o Vírus esta se transmutando em várias formas, inclusive algumas que podem ser mais perigosas que o próprio Vírus original.

Enquanto países do mundo todo, como a Austrália por exemplo, voltam atrás e fecham escolas o Governador do RS, que sequer paga salários dos Professores em dia e não melhora as condições das escolas públicas, quer OBRIGAR parte da população a se sujeitar ao vírus.

O que haverá por trás desta decisão esdrúxula do Governador?

Leia o artigo sobre a Proliferação de variedades do Vírus no RS

Estado tem o terceiro maior número de modificações da covid-19 registradas no país

Marcelo Gonzatto

Laboratório da Feevale, em Novo Hamburgo, é um dos locais onde se faz sequenciamento genético no EstadoAlana Hansen / Universidade FeevaleUma rede de monitoramento formada por laboratórios e universidades já identificou pelo menos 12 linhagens diferentes do coronavírus no Rio Grande do Sul desde o começo da pandemia.A conclusão faz parte do primeiro “boletim genômico” produzido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) — estudo recém-concluído que reúne algumas das principais descobertas sobre as mutações sofridas pelo vírus da covid-19 em solo gaúcho. O levantamento cita até 19 linhagens já observadas, mas, conforme a especialista em saúde do Laboratório Central do Estado (Lacen, ligado à SES) Tatiana Schäffer Gregianini, ainda há “redundâncias de classificação”. — Avaliamos que é mais adequado considerar o número de pelo menos 12 linhagens — explica Tatiana, responsável pelo diagnóstico do coronavírus no Lacen. Essa quantidade de variações, comparada a um banco de dados montado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), deixa os gaúchos na terceira posição do ranking nacional por Estado. Mas o Rio Grande do Sul também é o terceiro em relação à quantidade de amostras analisadas, com 200 genomas sequenciados, o que facilita a descoberta dessas modificações por meio do sistema de vigilância em saúde. À frente do Rio Grande do Sul estão os Estados de São Paulo, com 26 novas formas do coronavírus documentadas (veja a relação completa no gráfico abaixo), e Rio de Janeiro, com 16 até a tarde desta terça-feira (2). Essas alterações são comuns ao longo de epidemias, e maioria delas não traz impacto à saúde pública. Algumas, porém, despertam a atenção de especialistas pela possibilidade de serem mais transmissíveis ou virulentas.A mais preocupante no país hoje é a chamada P.1, identificada em Manaus e associada à ressurgência da doença no Amazonas. Junto com outras variantes identificadas na Inglaterra e na África do Sul, é o trio que causa maior temor entre especialistas atualmente no mundo. Como essas cepas ainda não foram observadas no Rio Grande do Sul, a maior razão de alerta entre os gaúchos é conhecida como P.2. Identificada originalmente no Rio de Janeiro, rapidamente se tornou uma das versões mais frequentes da covid-19 no Estado — começou a ganhar força a partir de novembro do ano passado e já corresponde a 25% de todas as amostras analisadas, conforme o boletim da SES.— Começou a surgir em novembro, teve um aumento significativo e se manteve — afirma o especialista em Saúde do Lacen Richard Steiner Salvato. Levando-se em conta todas as análises realizadas desde o começo da pandemia, a nova cepa fica em terceiro lugar entre as mais comuns, atrás de outras duas modificações (B.1.1.33 e B.1.1.28) que ainda são dominantes no cenário nacional. Segundo o virologista e professor da Feevale Fernando Spilki, porém, a P.2 já é predominante nos novos sequenciamentos genéticos realizados no Estado.— A que mais preocupa entre as linhagens em circulação é a P.2, do Rio de Janeiro, porque tem uma mutação na espícula (queajuda a ligaro vírus às células). Ainda estamos investigando se os anticorpos de pacientes dão proteção contra ela, que se disseminou muito. Hoje, é majoritária no Rio Grande do Sul — afirma Spilki, que coordena a Rede Corona-ômica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (dedicada a rastrear mutações do coronavírus no país). Salvato reforça que, até o momento, não há análises conclusivas sobre a cepa que vem ganhando força no Sul.— Cada uma dessas linhagens tem mutações específicas. A P.2 tem mutações que podem estar associadas a uma maior transmissibilidade, mas ainda não temos estudos sobre isso. Apenas sobre a P.1, de Manaus — diz o especialista da SES.

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