Vacina

Vacina: A Segunda Dose e as Dores pelo Brasil Caótico (Por Arnobio Rocha)

Hoje tomei a segunda dose da vacina, declino o nome do laboratório porque penso que vacina boa é vacina no braço, no desespero, vale até placebo. Veio um filme na cabeça, nas duas horas de fila, que nem preocupei com a “demora”. Quantas mortes poderiam e deveriam ter sido evitadas? […]

Vacina: A Segunda Dose e as Dores pelo Brasil Caótico. — Arnobio Rocha

Hoje tomei a segunda dose da vacina, declino o nome do laboratório porque penso que vacina boa é vacina no braço, no desespero, vale até placebo.

Veio um filme na cabeça, nas duas horas de fila, que nem preocupei com a “demora”.

Quantas mortes poderiam e deveriam ter sido evitadas? Quantos lares, famílias, amores, sentimentos foram destruídos pela IRRESPONSABILIDADE, INCOMPETÊNCIA, DESCASO e DESUMANIDADE de Bolsonaro e seu governo podre.

Olhando as lembranças do Facebook, me vi que há um ano estava em Fortaleza, isolado com minha filha, sem nenhuma esperança sobre o futuro, a pandemia do coronavírus não dava menor sinal de que seria apenas uma gripezinha. 

Até ali, 06 de agosto de 2020, 98.493 mortos, 2.912.212 casos, nem imaginava como chegaríamos, um ano depois.

Os esforços científicos por uma vacina em tempo recorde eram incertos, as matérias jornalísticas sobre os testes não eram nada animadores, combinado com o negacionismo de governantes como Trump e Bolsonaro, tudo caminhava para o caos.

As consequências desse desgoverno Bolsonaro se expressam pelos números: 20,1 milhões de casos, 561 mil mortos.

É devastador.

Esse famigerado governo é responsável direto por tudo. Boicotou, sabotou, impediu, aglomerou,  fez de tudo para que os governadores e prefeitos tentassem combater a Pandemia, que não comprassem vacinas, enquanto fazia negociações corruptas e fraudulentas.

Bolsonaro riu, fez troça, piadas, imitou doentes sem ar em lives, falou e falou, frases absurdas, ofensivas, desdenhou sobre a Pandemia, fez o que fez sem nenhum sentimento humanitário, que pudesse pelo menos se solidarizar com as famílias dos doentes e dos mortos.

Tomar a segunda dose, agradece ao SUS, aos governadores, pelo trabalho, ao mesmo tempo um misto de dor e culpa por ter feito tão pouco nessa guerra.

O sentimento de contentamento, certo alívio, é contido pela dor da perda de amigos, parentes e ver que o Brasil vive e continuará a viver com o CAOS, com Bolsonaro e sua trupe.

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