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Movimento contra a Privatização da CORSAN e em Defesa da Água Pública toma as ruas de Porto Alegre nesta terça

A CUT-RS e o Sindiágua-RS estão pressionando os deputados e as deputadas estaduais, para que rejeitem os projetos de lei enviados em regime de urgência pelo governador Eduardo Leite (PSDB), que autorizam a privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e a regionalização do serviço de água e saneamento no Rio Grande do Sul.

Os projetos estão trancando a pauta do plenário da Assembleia Legislativa e estão na ordem do dia desta terça-feira (31).

“A água é um bem público, essencial para a vida e, por isso, é para todos e não pode ser objeto para a especulação por parte dos rentistas que circulam pelo mundo atrás de negócios para aumentar os seus lucros”, afirma o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Mobilização dos trabalhadores da Corsan nesta terça

Nesta terça-feira, será realizado mais um dia de mobilização com assembleia dos funcionários em Porto Alegre. A partir das 9 horas, haverá concentração no Largo Glênio Peres, seguida de caminhada e um ato em frente à sede da Corsan, que fica no edifício do Banrisul.

Depois, a marcha continua até a Praça da Matriz, onde às 13h será promovido um ato diante da Assembleia Legislativa, antes do início da sessão plenária, às 14h. No mesmo local, o Comite de Porto Alegre do Plebiscito Popular sobre as privatizações no RS fará uma manifestção chamada de “Mutirão em Defesa da Água Pública”, cujas ações virtuais nas redes sociais já começaram com a exibição de vídeos.

Eduardo Leite mentiroso

O governador, que prometeu na campanha eleitoral não privatizar a Corsan e o Banrisul, encaminhou os projetos logo após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 280/19, que retirou a exigência de plebiscito para a venda da Corsan, do Banrisul e da Procergs, impedindo a consulta à população, como determinava a Constituição Estadual desde 2002.

Conforme o Brasil de Fato RS já havia noticiado, o processo de privatização da Corsan pode deixar 250 municípios sem atendimento de saneamento. Também é grave a análise de que apenas 70 municípios serão viáveis economicamente para uma companhia de saneamento privada. Essas cidades são as que possuem consumidores suficientes para suportar uma tarifa adequada que garanta o serviço e mais uma margem de investimento.

Hoje, a Corsan apresenta um lucro líquido em torno de R$ 300 milhões por ano, dos quais cerca de R$ 70 milhões vão para o caixa único do RS todo ano. A empresa pública atende dois terços dos municípios, totalizando 317 cidades. Desses, pouco mais de 20% geram retorno financeiro.

Plebiscito Popular

Frente a esta situação, a CUT-RS, o Sindiágua-RS e os deputados e as deputadas de oposição defendem a Corsan pública, destacam a importância da estatal para a garantia do serviço de saneamento em cidades menores e apoiam a realização do Plebiscito Popular sobre as privatizações no RS.

Assista ao vídeo do escritor e teólogo Leonardo Boff

Sindiágua-RS alerta prefeitos e população

O presidente do Sindiágua-RS, Arilson Wünsch, destaca que a mobilização dos trabalhadores contra a privatização se deve pela certeza de que a água deve ser um bem de todos, jamais pode ser propriedade de uma empresa ou pessoa.

Um apedido foi publicado pela entidade na capa do jornal Correio do Povo desta segunda-feira (30).

Capa do Correio (2)

Prefeitos querem mais prazo para discutir projetos

Reunidos ao longo da tarde desta segunda-feira em assembleia da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), os prefeitos deciram por pedir ao governo do Estado um “prazo mais razoável” para a votação dos projetos que envolvem a Corsan. Eles apontaram diversas dúvidas em relação aos projetos, em especial ao impacto na prática das propostas apresentadas tanto para a privatização quanto para a regionalização. 

Além disso, os prefeitos dos 43 municípios da Amzop (Zona da Produção) entregaram à presidência da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira, um documento, reforçando o pedido para que os projetos que tratam da privatização da Corsan e da regionalização não sejam votados em regime de urgência nesta terça-feira. 

Corsan - privatização

Privatizar em plena crise hídrica é irresponsabilidade

Para o Sindiágua-RS, propor a privatização da Corsan durante a crise hídrica (dificuldades no abastecimento de água) é uma irresponsabilidade. O sindicato lembra que a entrada de um ente privado para gerir o serviço pode ocasionar aumento de tarifa e o fim do subsídio para as cidades menores.

A entidade chama a atenção para um fato importante: mesmo que os deputados aprovem a privatização, ainda faltará a aprovação dos municípios. Por isso, alerta que o governo está fazendo uma chantagem com as prefeituras, afirmando que a Corsan não tem recursos para garantir o tratamento de água e esgoto para o estado. Essa afirmação é mentirosa e técnicos da própria Companhia já apresentaram o projeto denominado “SoluTrat”, que consideram ser uma alternativa para garantir a universalização do saneamento básico no RS.

Assista ao vídeo sobre o “SoluTrat”

Fonte: CUT-RS com Sindiágua-RS, Brasil de Fato RS e Correio do Povo

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