Rio Grande do Sul/Trabalho Escravo

Em Nota, Empresários “explicam” trabalho escravo na colheita da Uva: parte do povo gaúcho “não quer trabalhar”

Conclusão da “Nota de Posicionamento” da CIC BG

Em Nota a o Centro da Industria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves afirma “Há uma larga parcela da população com plenas condições produtivas e que, mesmo assim, encontra-se inativa, sobrevivendo através de um sistema assistencialista que nada tem de salutar para a sociedade.” Esta é a conclusão da Nota.

Não há margem para dúvidas. Os empresários dizem que boa parte da população da região, do Rio Grande e do Brasil não quer trabalhar por que ganha R$ 600,00 de Bolsa Família. E note-se, é família, não individuo.

Mas que salário pagam estas empresas, que sentem a concorrência do Bolsa Família a lhe tirar trabalhadores, a ponto de usarem isto pra tentar justificar inclusive trabalho escravo?

E mesmo depois das evidências cada vez mais fortes de que há um conluio entre setores locais para acobertar a exploração contra os trabalhadores, a nota afirma que “(estas empresas) reconhecidas pela preocupação com o bem-estar de seus colaboradores/cooperativados por oferecerem muito boas condições de trabalho, inclusive igualmente estendidas a seus funcionários terceirizados.”

São os mesmos empresários Bolsonaristas que expulsaram o liberal Luiz Fux, então Presidente do STF , da cidade por que aparentemente entendem que Direitos da Constituição de 1988 deveriam ser extintos. Na época não falavam em voltar ao Brasil Império, por que não estavam convencidos que Bolsonaro pudesse ser o melhor imperador. Provavelmente sonham com um “condottiere” com traços mais italianos que o criminoso miliciano carioca.

Mas na falta deste, apoiaram Bolsonaro de forma desbragada e pior, granjearam o apoio de boa parte dos que chamam de “vagabundos” na “Nota de Posicionamento” que publico a seguir:

Nota de posicionamento

Na condição de entidade fomentadora e defensora do desenvolvimento sustentável, ético e responsável dos negócios e empreendimentos econômicos, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves vem acompanhando com atenção o andamento das investigações acerca de denúncias de práticas análogas à escravidão no município. É necessário que as autoridades competentes cumpram seu papel fiscalizador e punitivo para com os responsáveis por tais práticas inaceitáveis.

Da mesma forma, é fundamental resguardar a idoneidade do setor vinícola, importantíssima força econômica de toda microrregião. É de entendimento comum que as vinícolas envolvidas no caso desconheciam as práticas da empresa prestadora do serviço sob investigação e jamais seriam coniventes com tal situação. São, todas elas, sabidamente, empresas com fundamental participação na comunidade e reconhecidas pela preocupação com o bem-estar de seus colaboradores/cooperativados por oferecerem muito boas condições de trabalho, inclusive igualmente estendidas a seus funcionários terceirizados. A elas, o CIC-BG reforça seu apoio e coloca-se à disposição para contribuir com a busca por soluções de melhoria na contratação do trabalho temporário e terceirizado.

Situações como esta, infelizmente, estão também relacionadas a um problema que há muito tempo vem sendo enfatizado e trabalhado pelo CIC-BG e Poder Público local: a falta de mão de obra e a necessidade de investir em projetos e iniciativas que permitam minimizar este grande problema. Há uma larga parcela da população com plenas condições produtivas e que, mesmo assim, encontra-se inativa, sobrevivendo através de um sistema assistencialista que nada tem de salutar para a sociedade.

É tempo de trabalhar em projetos e iniciativas que permitam suprir de forma adequada a carência de mão de obra, oferecendo às empresas de toda microrregião condições de pleno desenvolvimento dentro de seus já conceituados modelos de trabalho ético, responsável e sustentável.

14 pensamentos sobre “Em Nota, Empresários “explicam” trabalho escravo na colheita da Uva: parte do povo gaúcho “não quer trabalhar”

  1. Bando de fdp se dirigindo ao bolsa família que obviamente num trabalho escravo, tais escravos não tinham a liberdade de ir receber e, se fossem receber iriam gastar como? Ou quem ficava com tais valores? Que tal se falam tanto mal da “super assistencia” de R$600.00 por família e os próprios vagabundos escravocratas estivessem embolsando os 600 pila???
    De grão em grão a galinha enche o papo, no caso o rabo….kkk

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  2. Terceirizar responsabilidades sociais e endossar calotes nos direitos dos trabalhadores é marca registrada de núcleos fascistas pro-bolsonaro. As vinícolas envolvidas neste escândalo humanitário não são as únicas do Brasil.
    Vamos consumir vinhos dos pequenos produtores.

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  3. Será que esses empresários tentaram oferecer um salário justo à população com plenas condições produtivas para deixarem de ser Inativos e dependentes de programas assistenciais ou inves de contratar empresas de prestação de serviços duvidosas ???

    Curtido por 1 pessoa

  4. Desde do início do mundo q.eciste essa história de trabalho escravo, whira vrm uma imprensa nojenta misturar as coisas.
    Quanto a nota em afirmar q as famílias não querem trabalhar pou causa dessa por ária chamada bolsa família isso é verídico em todo os estado brasileiro, principalmente aqui no nordeste, quando tem alguém q.quer trabalhar, oq precisa aparece esses idiotas alegando q ele é escravo, o resultado é ele perde o emprego e a imprensa é demais órgãos deixam eles no abandono, a Sequeira é tão grande eles não percebem o mal em suas vidas fuçando desempregado pq aí entra o bolsa família.

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  5. Não São só veniculas que tercealizam mão de obra e funcionários não recebem seus direitos trabalhistas o estado DO RIO GRANDE DO SUL FAZ O MESMO COM FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO. TRABALHEI COM EMPRESA TERCEIRIZADA COM CONTRATO DE 6MESES COMO COZINHEIRA , O CONTRATO ENCERROU EM 24 DE AGOSTO. TIVE QUE ENTRAR NA JUSTIÇA PRA TENTAR RECEBER VALE TRANSPORTE DO PERÍODO MAIS O RESTANTE DEVIDO PELA EMPRESA.

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  6. Conheço o povo do Rio Grande.
    Trabalhei em Bagé testando carros.
    Que povo acolhedor,representantes de uma cultura riquíssima.
    Íamos a praça ouvir música ao vivo e tomar mate.
    As pessoas todas levavam suas térmicas (Aqui em São Paulo falamos “garrafas térmicas”).
    Ficava encantado com isto.
    Diante dos últimos acontecimentos,lamento por meus amigos do Rio Grande.
    Vai passar e o Rio Grande continuará a ter um lugar especial no coração dos brasileiros.
    Certa “elite”abjeta,execrável e escravocrata tem em todo o Brasil.
    Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

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