
Tecnologia da gigante americana foi usada para vigilância, ataques aéreos e monitoramento da população palestina mostra investigação do Jornal Inglês The Guardian
Com a união de todas as bightechs em torno de Trump, já dá pra ver que a Guerra Semiótica e tecnológica vai se ampliar contra as nações do mundo que não se dispõe a abrir mão de sua soberania.
No Brasil por enquanto, podemos esperar mais bombas semióticas, como foi a do caso do PIX. Mas se o Brasil não construir seus próprios instrumentos de Inteligência e defesa e seguirmos apenas achando que o que se disputa na Internet é só a propaganda e o marketing, nossa Soberania estará cada vez mais ameaçada.

Documentos confidenciais revelam que a Microsoft desempenhou um papel estratégico ao fornecer tecnologia avançada e suporte técnico ao exército israelense durante o genocídio do povo palestino na Faixa de Gaza, iniciado em outubro de 2023. A investigação, conduzida pelo The Guardian, em parceria com o +972 Magazine e o portal Local Call, aponta que a empresa firmou contratos de até US$ 10 milhões para serviços de computação e inteligência artificial, ampliando sua colaboração com as Forças de Defesa de Israel (IDF) em um momento de crescente violência e devastação na região.
Os arquivos, obtidos pelo site investigativo Drop Site News, destacam que a infraestrutura de nuvem da Microsoft, por meio da plataforma Azure, foi utilizada por unidades militares israelenses para armazenamento de dados e operações de inteligência. Unidades de elite, como a 8200 e a 9900 – responsáveis por vigilância e análise de inteligência visual, respectivamente – empregaram ferramentas de IA da empresa para apoiar operações militares. Entre os serviços contratados, constam sistemas de tradução automática e transcrição de áudio que facilitaram a execução de ações em campo.Play Video
Tecnologia no epicentro do conflito – A dependência tecnológica das IDF aumentou substancialmente durante o conflito. Entre outubro de 2023 e março de 2024, o consumo de ferramentas baseadas em IA da Microsoft cresceu 64 vezes, e o uso de serviços de armazenamento em nuvem aumentou 60%. Documentos sugerem que essas ferramentas foram empregadas em sistemas “air-gapped”, desconectados da internet, o que indica sua aplicação em operações altamente sigilosas.
Os contratos firmados incluíram serviços como manutenção do sistema “Rolling Stone”, utilizado para monitorar os deslocamentos da população palestina na Cisjordânia e em Gaza, e suporte a unidades responsáveis por gerenciar alvos para ataques aéreos. Além disso, engenheiros da Microsoft trabalharam em estreita colaboração com o exército israelense, fornecendo consultoria técnica tanto remotamente quanto em bases militares.
No Brasil por enquanto, podemos esperar mais bombas semióticas, como foi a do caso do PIX.
Mas se o Brasil não construir seus próprios instrumentos de Inteligência e defesa e seguirmos apenas achando que o que se disputa na Internet é só a propaganda e o marketing, ou uma disputa entre a verdade e a mentira, nossa Soberania estará cada vez mais ameaçada.
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Sempre desconfiei que esta Ciência dita “Semiótica” seria uma forma de informar sinais que poderiam sugerir várias mensagens, ou “dupla mensagens”, em função de uma tradução literal “Semi = meio (no sentido de quase)” e “Ótica = Enxergar, visualizar”. Posso estar tendo um entendimento errôneo, mas ela é muito empregada na Publicidade, com este propósito, não é não?
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