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O que a Reestatização da British Steel na Inglaterra ensina sobre privatizações aos gaúchos

A Reestatização da British Steel (gigante siderurgica britânica)  de governos — como o do Rio Grande do Sul — em privatizar setores estratégicos.

A British Steel foi privatizada  em 1988, por Margaret Tatcher, a dama do Neo Liberalismo. Os empresários privateiros chuparam lucros da empresa até deixarem ela no “bagaço”. 

Agora, em 2026, O Governo Inglês necessitando retomar sua participação na estratégica produção de aço próprio, foi obrigado a reestatizar a empresa

Aqui pelo Rio Grande, Eduardo Leite, o gurizinho do neo Liberalismo tardio, se atracou a privatizar energia, água e até escolas publicas.

O Fracasso de Água e Energia no RS

Enquanto grandes potências revisam suas concessões e trazem a infraestrutura de volta para o controle do Estado, o governo gaúcho aplicou uma cartilha ultrapassada. O resultado da privatização da água e da energia no Rio Grande do Sul é sentido diariamente pela população:

Tarifas abusivas: A promessa de redução de preços virou uma explosão nas contas de luz e água.

Piora drástica nos serviços: Apagões prolongados que demoram dias para serem resolvidos e desabastecimento crônico de água.

Exclusão municipal: O investidor privado foca nos grandes centros. Municípios menores e periferias são abandonados por darem menos lucro, quebrando a lógica da universalização do serviço.

O Ciclo Predatório: Privatizar, Sugar e Devolver

O caso da British Steel e o colapso dos serviços privatizados no Brasil revelam um ciclo vicioso e previsível dentro do capitalismo:

O Estado constrói a infraestrutura com dinheiro público.
  ↓
O patrimônio é privatizado a preço de banana.
  ↓
Investidores “chupam a empresa até virar bagaço” (focam em dividendos e cortam manutenção).
  ↓
O serviço colapsa, gerando caos social e econômico.
  ↓
O Estado é obrigado a reestatizar e assumir o prejuízo da reconstrução.

A lógica do lucro imediato: O capital privado trabalha com horizontes de curto prazo. Quando a infraestrutura envelhece e exige investimentos bilionários, os investidores preferem abandonar o negócio ou exigir subsídios do governo.

Mas se o resultado é ruim, por que privatizar??

A insistência dos governantes em privatizar não se deve à eficiência técnica, mas a três fatores:

Alívio fiscal ilusório: Vende-se o patrimônio para fechar o caixa do ano. É o equivalente a vender a geladeira para pagar a conta do supermercado do mês. Não da certo. Embora Leite tenha vendido a CEEE e a CORSAN, o Déficit do Estado .Aumentou.

Monopólios garantidos: Energia e água são mercados cativos. O cidadão não pode escolher deixar de consumir. Para o empresário, é o negócio perfeito: lucro garantido e risco zero, já que o Estado salvará a empresa se ela quebrar.

Dogma Ideológico: A crença cega de que o mercado sempre gere melhor que o público, ignorando a realidade de crises climáticas e sociais. Muito antes, pelo contrário: o que a Privada quer, é lucro pra acionista e é pra isto que ela gere.

Água, energia, educação e saude não são mercadorias; são vetores de soberania e desenvolvimento econômico e social.

Entregar esses setores ao lucro de curto prazo é um erro estratégico que pune os mais vulneráveis.


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