
Em entrevista a TV Record, Lula explicou por que a aprovação da PEC da Segurança Pública é um passo fundamental para redefinir o combate ao crime organizado no Brasil.
Entre as medidas estruturantes integradas a essa nova fase estão a criação do Ministério da Segurança Pública, o necessário Sistema Unico Nacional de Segurança, fortalecimento dos investimentos em inteligência e perícia e dobrar o efetivo da Polícia Federal (PF), elevando o contingente de cerca de 12,5 mil para 25 mil policiais.
“Vamos criar o Ministério da Segurança Pública, o Sistema Nacional de Segurança, integrando PF, PRF e polícias Civil e Militar dos Estados.” (Lula na Entrevista)
Essa integração nacional é fundamental para enfrentar as facções criminosas exatamente onde elas se sustentam: no poder financeiro, no tráfico internacional de armas e fuzis, no controle das fronteiras e na lavagem de dinheiro.
Uma resposta firme, técnica e inteligente ao desafio regional
Ao longo dos últimos anos, diversas disputas presidenciais na América Latina destacaram agendas centradas no encarceramento em massa e no estado de exceção, inspiradas no modelo militarizado de El Salvador.
Só que lotar presídios com “aviãozinhos” do Tráfico e “ladrões de galinha” sem desmantelar o topo das facções é ineficaz, por que todo mundo sabe que as penitenciárias hoje são verdadeiros centros de recrutamento para o crime organizado.
O especialista em segurança pública Alberto Kopittke destaca o divisor de águas que a proposta do Presidente Lula representa:
“Enquanto uns oferecem mais cadeias que viram verdadeiros escritórios de recrutamento para o crime organizado, nós oferecemos inteligência para combater o crime organizado.”
A aposta foca na inteligência técnica e na autonomia para sufocar a economia do crime organizado e prender suas lideranças principais, em vez de focar no preenchimento de pontas de cadeia.
Investir na instituição em que o brasileiro mais confia
A Polícia Federal figura no topo das instituições públicas mais respeitadas pelos brasileiros:
AtlasIntel/Estadão (março de 2026): Lidera o ranking com 56% de confiança entre as instituições avaliadas.
Índice de Confiança Social Ipsos-Ipec (2026): Alcançou 66 pontos, a maior nota entre as instituições policiais e do sistema de justiça, posicionando-se à frente das Forças Armadas (63) e do Ministério Público (54).
Fortalecer a PF significa alocar recursos onde o resultado é comprovado e aprovado pela população.
Resultados concretos: desmantelando o topo do crime financeiro
Sob o comando da Polícia Federal, o crime organizado já vem sofrendo sucessivas e históricas derrotas. A estratégia de seguir o dinheiro permitiu que a PF realizasse a prisão não só de chefes de facções, mas de financiadores ricos e operadores econômicos:
Operação Carbono Oculto: Desmantelou esquemas complexos em que o dinheiro do crime infiltration no setor de combustíveis e no mercado financeiro.
Combate a fraudes e grandes esquemas: Atingiu esquemas bilionários na roubalheira da Previdência e no chamado Caso Master, levando até mesmo banqueiros à prisão.
Se com Lula, a estrutura e o contingente atuais a Polícia Federal já atinge o topo das organizações criminosas e responsabiliza os grandes financiadores, este potencial vai se multiplicar com a consolidação do Sistema Único e Nacional de Segurança Pública, comandado pelo novo Ministério da Segurança.
Por que dobrar a Polícia Federal?
O crime organizado atua em rede nacional e internacional. Para enfrentar essas demandas ao longo de quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres e atender a uma população de mais de 213 milhões de habitantes, a ampliação da PF é imprescindível.
Atualmente, o Brasil possui cerca de 6,1 policiais federais por 100 mil Habitantes, menos que em países desenvolvidos.

Ao dobrar o efetivo para cerca de 12,2 policiais por 100 mil habitantes, o Brasil aproxima seu núcleo investigativo de padrões internacionais de excelência. Mais delegados, peritos e agentes viabilizam investigações complexas para desmantelar de forma definitiva as estruturas do crime.
Histórico de fortalecimento das instituições
A expansão proposta dá continuidade à trajetória histórica de fortalecimento das instituições de segurança que Lula tem levado a efeito em seus governos.
Reestruturação e autonomia (2003–2010): O efetivo da PF saltou de 9,2 mil para 14,2 mil servidores.
Arcabouço legal moderno: Criação do Sistema Penitenciário Federal, da CGU e da ENCCLA (2003), além da nova Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 12.683/2012) e da Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013).
Ações recentes: Autorização para preenchimento de 100% das vagas abertas na PF e sanção da nova Lei Antifacções.
A criação do Ministério da Segurança Pública, a consolidação do Sistema Único e Nacional e a meta de dobrar o efetivo da Polícia Federal consolidam uma política de Estado moderna.
O Brasil avança no combate ao crime organizado aliando inteligência, integração e rigor no cumprimento da lei.
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