Dificilmente se ouvirá que um Palestino matou um israelense. Mas nas poucas vezes que isto acontece, não faltará na mídia a manchete de que um terrorista atacou. E quando soldados armados até os dentes atiram contra jovens desarmados que buscam se libertar dos grilhões e dos muros que os amordaçam, qual é o termo a ser usado? Não é terrorismo de estado?
Os Israelenses tem medo da juventude palestina. Os israelenses tem medo da revolução que move o mundo árabe. Os israelenses tem medo de perder o poder. Os israelenses tem medo que a juventude palestina retome as terras que o imperialismo e o capitalismo lhes tiraram. As terras que desde tempos imemoriais e bíblicos eram a palestina, da qual a judéia era só mais um estado membro, foi dilapidado e tomado pelo poder do dinheiro primeiro e depois pela sanha imperialista. Israel é o enclave americano no Oriente Médio. O que Israel teme é o mesmo que o império teme: que os povos compreendam o poder que os subjuga e o derrotem. Este é o tempo da rebeldia. É o tempo de semear o novo na humanidade. E talvez a juventude que vai as ruas e praças do mundo inteiro seja a semente do novo tempo necessário para que a humanidade possa sair das garras do império, mudar a correlação de forças e estabelecer novos padrões de vida para toda a humanidade.
A notícia é de ontem. Mas o Povo Palestino, que hoje chora mais entes assassinados pelas forças israelenses, há muito é esmagado, humilhado e trucidado pelas forças do alienígena estado de Israel. A ONU, que por pressão do império Yanque impôs Israel ao mundo em 1948 se cala diante do atroz assassinato de palestinos desarmados que protestavam por algo que até a ONU diz reconhecer: o Estado Palestino. A mesma ONU que autoriza o massacre de cidadãos líbios e que não diz nada frente ao assassinato contumaz de afegãos, praticados pelo império, silencia diante do óbvio. O melhor aliado do império continua espalhando o terror e a morte nas terras que roubou de outrem com autorização internacional. Publico artigo do Blog Tijolaço, do Brizola Neto. Curto, diz tudo. Até quando o mundo assistirá calado aos assassinatos praticados pelo Etsado Israelense?
ONU que dá na Líbia não dá em Israel
Em 1967 – há mais de 40 anos, portanto – o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução – a de número 242 – que determinava a retirada de Israel dos territórios tomados à Síria e ao Egito na Guerra dos Seis Dias, ocorrida em junho daquele ano.
Hoje, milhares de palestinos tentaram cruzar a fronteira de volta naquele território, ilegalmente ocupado por forças israelenses.
Não tiveram apoio aéreo da Otan, nem mísseis ocidentais para protegê-los, como outros áreabes, os rebeldes líbios, têm.
Não tinham nada, nem mesmo armas precárias.
Foram recebidos a bala pelos soldados israelenses, que dispararam rajadas de metralhadoras sobre a multidão.
23 palestinos morreram e 350 estão feridos.
Teremos alguns discursos na ONU, lamentando a perda de vidas. E o debate logo irá para como dividir o butim do petróleo líbio.
Lê também neste Blog chimarrao-narguile-e-defesa-da-palestina-livre. É um pouco da história da região, para quem não conhece, mas esta não é contada pelos “escribas” pagos pelo imperio.
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