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Luiz Muller: Programa Crescer estimula a formalização de empreendedores e sua bancarização

O diretor de Inclusão de Produção Urbana, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, fala ao InvestNordeste sobre benefícios e atuação do Programa Crescer

luiz_muller2A formalização de microempreendedores no Brasil é atualmente um dos desafios do Governo Federal. Diante da tarefa de transformar milhares de pessoas em empreendedores, o Programa Crescer tem o objetivo de elevar o padrão de vida e gerar empregos nesta camada da população. Segundo Luiz Muller, diretor de Inclusão de Produção Urbana, da Secretaria Extraordinária de Erradicação da Extrema Pobreza, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, todos os empreendedores formais ou informais atendidos pelo Bolsa Família  e/ou  inscritos no Cadastro Único dos programas sociais do governo podem se beneficiar do programa.

InvestNordeste – Quais os principais objetivos do programa Crescer?
Luiz Muller
– No âmbito do Brasil Sem Miséria, o objetivo do programa Crescer – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado – é elevar o padrão de vida e a geração de empregos, além de dar oportunidade de novos negócios, estimular a formalização de empreendedores informais e a sua bancarização.
IN – Quais as principais metas do programa Crescer para o Brasil e para a região Nordeste?
LM
– Só no caso do Banco do Nordeste do Brasil a meta é conquistar mais 1,35 milhão de clientes entre os beneficiários do Programa Bolsa Família e os inscritos no cadastro único dos programas sociais do Governo Federal.
IN – Quem pode se beneficiar do programa?
LM
– Todos os empreendedores formais ou informais beneficiários do Bolsa Família  e/ou  inscritos no Cadastro Único dos programas sociais do Governo Federal.
IN – Como o programa Crescer pretende incentivar a geração de trabalho e renda para microempreendedores?
LM
– Parcela significativa dos beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais atua também em alguma atividade informal. São empreendedores, mas não têm acesso às formas tradicionais de crédito que os bancos oferecem. Com esta possibilidade de acesso ao microcrédito produtivo orientado, do Programa Crescer, a intenção é também incentivar a formalização destes pequenos negócios através da constituição dos beneficiários em microempreendedores individuais devidamente registrados, podendo inclusive contratar um empregado. O acesso ao crédito possibilita a expansão do pequeno negócio.
IN – Quais as condições do crédito oferecido aos microempreendedores?
LM
– O valor das operações varia de R$ 100,00 a R$ 15 mil. O juro é de 0,64% ao mês, bem abaixo de outras operações de crédito. O crédito pode ser utilizado para capital de giro. A Taxa de Abertura de Crédito (TAC), que era de 3% sobre o valor financiado, passa para 1%.
IN – Existe alguma ação de acompanhamento para os microempreendedores após a aquisição do crédito?
LM
– Sim. O acompanhamento é feito por pessoas treinadas – os agentes de microcrédito – que mantêm contato permanente para orientação do tomador do microcrédito, avaliando, juntamente com esse, a sua capacidade de endividamento.
IN – Como convencer as pessoas a empreender, principalmente, aquelas que não têm informação suficiente?
LM
– As pessoas que vivem em situação de pobreza muitas vezes já empreendem, mas não tem consciência disto. Para elas, criar alternativas de trabalho, os chamados bicos, na verdade está associado à sobrevivência e não ao conceito de trabalho como nós o conhecemos. Então, trata-se de informar a estas pessoas as oportunidades que o mundo do trabalho formal abre como a previdência, por exemplo. O acesso ao crédito é também um instrumento de ampliação da autoestima do beneficiário, que passa a acreditar mais no sistema e no mundo do trabalho.
IN – O senhor disse que a população que está inserida em programas de transferência de renda precisa ser empreendedora e não apenas trabalhar para sobreviver. De que forma o MDS trabalha para reverter esta situação?
LM
– Além da oferta de microcrédito produtivo orientado, através do Crescer, o MDS fechou uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para acompanhar empreendedores informais, identificados no cadastro dos beneficiários do Bolsa Família, para que se formalizem. Esta parceria prevê que os técnicos do Sebrae façam de 3 a 6 visitas a estes beneficiários identificados como potenciais empreendedores, no âmbito do programa negócio a negócio. Este tipo de ação dos técnicos do Sebrae, assim como a ação dos agentes de microcrédito, é instrumento de sensibilização para que este trabalhador se compreenda como empreendedor e, para além disto, se formalize, garantindo para si e também para quem vive e trabalha com ele, melhores condições de trabalho e renda.

2 pensamentos sobre “Luiz Muller: Programa Crescer estimula a formalização de empreendedores e sua bancarização

    • Paulo

      O crescer faz parte da estratégias do Programa Brasil sem Miséria e é destinado preferencialmente ao Público do Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal. Bolsa Família, Beneficio de proteção continuada, minha casa, minha vida, etc… Banco do Brasil, Caixa federal, Banco do nordeste do Brasil e Basa, que são Bancos públicos operam ele. Qualquer pessoa pode acessar este crédito. Para quem é informal, a forma de adesão é o Credito Solidário. Não é preciso ter sido correntista do Banco. É claro que, em autorizado o crédito, este será feito em conta do Banco que disponibiliza este empréstimo, e então a pessoa passa a ser correntista, mas também não paga nada por isto.

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