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Maconha: Veja as razões para liberar o uso e por que Uruguai,Portugal e EUA já adotam a liberação

Portugal, Uruguai e agora estados americanos vão se aliando no experimento de legalização do plantio, comercialização e uso da maconha, levados pela necessidade da redução dos enormes gastos com a repressão – que tem se mostrado cada vez mais ineficaz – e também pela possibilidade de arrecadação com impostos.

Pescado do Blog do Milton Alves

10322727_301924196632399_7837342744443653695_nFoto: Marcha da Maconha em São Paulo, neste sábado(26), que reuniu mais de 15 mil participantes

Depois da população ter aprovado por meio de plebiscito a emenda 64, em novembro de 2012, legalizando a posse e o uso até 28 gramas de maconha por indivíduo com mais de 21 anos para uso médico, 25 cidades do Estado do Colorado, (EUA) desde o dia 1º de 2014, mediante a produção e distribuição autorizada e controlada, de modo que cada pessoa cultive até seis plantas, com um limite de 12 plantas por família, mas também proíbe o seu consumo em lugares públicos..

A previsão é que cerca de 160 lojas comecem a comercializar o produto de modo limitado e controlado pelo poder público.

O poder público vai arrecadar um imposto de 25% sobre a venda da maconha, sendo que em todo o estado a venda da maconha recreativa pode gerar cerca de US$ 70 milhões em impostos.

Atualmente, o Estado do Colorado conta com cerca de 500 farmácias de maconha para fins medicinais, das quais 160 podem converter-se em lojas de maconha recreativa, e isso apesar de em Denver, capital do Estado, já ser possível a compra maconha recreativa.

Denver conta com a primeira diretora executiva para a política da maconha, Ashley R. Kilroy, nomeada em 20 de dezembro passado e que exercia o cargo de diretora interina da Segurança Pública.

Entre 2014 e 2015, apenas os responsáveis pela maconha medicinal poderão vender a substância para fins recreativos e, a partir de 2016, serão concedidas licenças a qualquer centro ou comércio que cumpra os requisitos estabelecidos por lei.

A aprovação da lei no Colorado lançou um intenso debate nos Estados Unidos sobre as consequências da sua aplicação.

No Estado Washington a medida também foi aprovada, mas ainda aguarda regulamentação.

A expectativa dos comerciantes é boa. “Queremos ter 2 mil cigarros prontos quando abrirmos”, disse Robin Hackett, 51, que espera receber entre 800 e mil pessoas no primeiro dia do ano. A comerciante tem em estoque de 23 quilos de maconha. Além de cigarros, as lojas estão autorizadas a vender outros produtos com maconha, como barrinhas, refrigerante, chás e biscoitos, entre outros.

“Sei de pessoas que virão de carro do Texas, Arizona e Utah”, afirma Adam Raleigh, diretor da empresa produtora de maconha Telluride Bud Company. “Nos últimos meses, recebi todos os dias entre quatro e seis e-mails, entre cinco e 10 ligações telefônicas de pessoas que pedem detalhes sobre a lei e sobre a melhor data para organizar viagens que combinem esqui e maconha.”

Michael Elliott, diretor de Medical Marijuana Industry Group (MMIG), defende que a venda de maconha recreativa não afetará a saúde dos jovens nem gerará mais acidentes de passagem ou atividades criminais e, pelo contrário, gerará “benefícios para a saúde pública” porque propiciará que menos jovens consumam álcool ou se suicidem.

A Associação Nacional da Indústria do Cannabis (NCIA, em inglês), argumenta que a medida cria “um ambiente social, econômico e legal propício para essa indústria nos Estados Unidos”. “Esta venda demonstrará a segurança e o potencial econômico do mercado da maconha regulada, ressaltará o valor da maconha como produto de consumo para adultos e oferecerá um antecipação do futuro das vendas legais de maconha”, indicou a porta-voz da NCIA, Betty Aldworth, que foi uma das impulsoras da Emenda 64.


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6 pensamentos sobre “Maconha: Veja as razões para liberar o uso e por que Uruguai,Portugal e EUA já adotam a liberação

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  3. tudo me é licito mas nem tudo me convém nos temos o livre arbítrio a proibição traz mais prejuízo que o direito de escolha um direito nosso numa democracia veja o estrago da lei seca nos anos 20 nos ESTADOS UNIDOS

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