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Por que não há mais saques no nordeste em tempos de seca

Garantimos acesso à água a quatro milhões de famílias, diz Tereza Campello

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, comemorou a marca de 750 mil cisternas construídas durante o governo Dilma. A meta foi estabelecida em 2011, com a criação do Plano Brasil Sem Miséria, coordenado pelo MDS. O programa Água para Todos é parte do Plano. De acordo com a ministra, a medida garantiu água potável para consumo humano e também para produção de alimentos e criação de animais. Ela afirma que cerca de quatro milhões de pessoas são beneficiadas pelas cisternas.

“Talvez a falta de acesso à água seja uma das faces mais duras da pobreza e da miséria, a miséria de não ter nem água para beber. Então nós garantimos praticamente a universalização do acesso à água para beber para essas famílias, são quatro milhões de famílias, e estamos também garantindo que essas famílias possam reservar água para produção. (…) Garantindo que essa comunidade se mantenha, mesmo no período de seca, tenha uma alimentação para subsistência e, em alguns casos, tem garantido também que ela mantenha um excedente durante esse período”, explicou a ministra.

Segundo a ministra, somadas as cisternas para consumo e produção criadas desde 2003, são 22 bilhões de litros de água armazenada no Nordeste brasileiro. Ele lembra que o Brasil acaba de passar por uma das piores secas dos últimos 80 anos e a população não abandonou a terra.

“Nós não vimos êxodo rural, nós não vimos essas comunidades que muitas vezes até saqueavam as cidades desesperados de fome, de sede. Nós não vimos nenhuma dessas cenas que existiam no Brasil de antigamente. Agora não existem mais, a população se mantém, a seca é ainda um momento de sofrimento, mas essas famílias não estão abandonando sua terra e estão conseguindo conviver com o semiárido. Acho que é essa é uma grande vitória do Brasil”, comemorou Tereza.

Pescado do Blog do Planalto

5 pensamentos sobre “Por que não há mais saques no nordeste em tempos de seca

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  3. No final do século 20, nos anos de 1997 a 1999 [desgoverno FHC] grifo nosso , o sertão nordestino enfrentou uma das piores secas de sua história. Tudo desidratou – roçados, açudes, bois e homens. Desta vez, um fenômeno social tornou-se marcante na briga para resistir ao flagelo ambiental: os saques em mercados, feiras e prefeituras das cidades sertanejas.
    O sertão nordestino é o postal mais incômodo desse engessamento. Ele engloba 80% do espaço regional, 30% de sua população e mantém intacta uma vulnerabilidade secular. A tal ponto, que o Brasil tende a enxergá-lo como um caso de fatalidade geográfica e social. Esse mundo feito de escassez hídrica, flagelo humano e bodes ariscos, a pontuar o fundo da cena, é o mesmo há 400 anos.
    Pesquisa publicada em 2001, realizada por Renato Duarte, na época Diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fundação Joaquim Nabuco. HOJE VOCÊ ESTÁ AQUI 🙂 >PT:

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