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PIKETTY: ‘GRÉCIA FOI ESMAGADA PELAS MEDIDAS DE AUSTERIDADE’

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Em carta aberta assinada com outros quatro economistas, Thomas Piketty, autor do best-seller “O capital no século XXI” pede a chanceler alemã Angela Merkel “uma correção de rumos” nas negociações com a Grécia a respeito de sua dívida: “O remédio prescrito pelo Ministério da Economia alemão e por Bruxelas fizeram o paciente sangrar, sem sanar a doença”, disseram

Do Brasil 247 – Os renomados economistas Thomas Piketty e Jeffrey Sachs fizeram um apelo à chanceler alemã, Angela Merkel, nesta terça-feira para que ela concorde em reduzir a dívida grega, evitando, assim, “um desastre ainda maior”.

Em uma carta aberta à chanceler alemã publicada on-line pela revista americana The Nation, eles disseram que a Grécia já se comprometeu com a austeridade exigida pelos credores, tendo como único resultado a depressão econômica.

“O remédio prescrito pelo Ministério da Economia alemão e por Bruxelas fizeram o paciente sangrar, sem sanar a doença”, alertaram.

Os autores da carta pediram à Merkel que considere “uma correção de rumos, para evitar mais desastres e para viabilizar a permanência da Grécia na zona do euro”.

Segundo os economistas, o país precisa de uma “grande redução” de sua dívida. Sem que haja sinal de reestruturação da dívida e com a exigência de reformas, os economistas ressaltaram que “neste momento, pedem ao governo da Grécia que coloque uma arma na cabeça e puxe o gatilho”.

“Infelizmente, a bala não só vai matar o futuro da Grécia na Europa. Os danos colaterais vão matar a zona do euro como um farol de esperança, democracia e prosperidade”.

“Para a chanceler Merkel nossa mensagem é clara; nós pedimos que você exerça esse papel vital de liderança para a Grécia e para a Alemanha, e também para o mundo. A história lembrará de você e de suas ações nesta semana”.

A carta foi assinada por Piketty, o economista francês conhecido por seu trabalho sobre desigualdade de renda; Sachs, economista da Universidade de Columbia especializado em desenvolvimento; Dani Rodrik, economista político da Universidade de Harvard; Simon Wren-Lewis, da Universidade de Oxford; e Heiner Flassbeck, ex-secretário de Estado no Ministério da Economia alemã.

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