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Greenhalgh reforça luta contra a criminalização do PT

No auditório lotado do PT Paulista, o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh avaliou o cenário de judicialização da política e indiciou caminhos para o Partido dos Trabalhadores superar os desafios e seguir o projeto político

Comentário do Blogueiro: Na peça de condenação de Vaccari (sem provas contundentes e baseada apenas em “delações premiadas”) , Moro volta a dizer que no caso do PT, contribuições oficiais e devidamente declaradas, seriam fruto de “propina”. O PSDB recebeu maior volume de recursos que o PT.  o PP (partido Progressista) é de longe o partido com maior número de políticos envolvidos na tal Lava Jato. Mas em nenhum momento Moro diz que houveram doações oficiais e declaradas a estes partidos, que seriam fruto de propina. Moro continua na sanha ensandecida para tentar criminalizar o PT. O Golpe continua em Marcha. Não se trata mais só de derrubar Dilma. Trata-se de criminalizar o PT. Querem destruir a ferramenta que a classe trabalhadora construiu e fortaleceu nos últimos 35 anos. É isto que esta em jogo: destruir as conquistas do povo e da classe trabalhadora brasileira. Por isto eventos como este realizado em São Paulo, que colo abaixo, servem como formadores e orientadores da militância. É preciso resistir. E a resistência se dá com a defesa das conquistas.

PT-SP: Greenhalgh reforça luta contra a criminalização do PT

Uma verdadeira aula de história e encorajamento aos militantes do PT! As mais de cem pessoas que compareceram à 12ª edição do Fórum de Conjuntura do GTE PT-SP saíram com essa sensação, ao participarem na noite de quarta-feira (16), do debate “A Judicialização da Política e a Criminalização do PT”, com o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh.

Inspirado, o militante, segundo o próprio, o número 7 na ficha de filiação de fundação do PT), se colocou à disposição do partido, ao interagir por quase três horas de atividade com o público presente à sede estadual do partido, na região central da capital paulista.

Segundo ele, a consequência mais grave do conflito ideológico que estabelece a judicialização da política é a retirada das competências do Poder Executivo em todos os setores da agenda nacional, ou seja, a domesticação da política no Brasil.

“Quando as decisões se transferem para o Poder Judiciário começa a emergir em alternativa aos conflitos sociais, enfim, domestica e criminaliza os partidos, os movimentos sociais e os setores da sociedade”, comenta.

De acordo com Greenhalgh, ou simplesmente LEG, os tribunais começaram a se tornar parte do jogo político, ao se prevalecerem da alcunha de ‘terceiro turno’ no âmbito eleitoral. Para ele, quem se beneficia deste cenário de criminalização do PT é a oposição aliada ao conservadorismo de setores da sociedade, com o apoio da grande mídia.

“Nós vivemos um processo de supremocracia e juristocracia. Não há uma declaração do Gilmar Mendes (ministro do Supremo Tribunal Federal) que não seja política. É um militante anti-governo. O Poder Judiciário, mesmo sem votos e sem disputa decide a maioria das eleições no Brasil”, critica.

Aliança social – LEG enfatiza que o governo da presidenta Dilma Rousseff deve enfrentar os desafios políticos, mas em hipótese alguma abrir mão do relacionamento com as representações da sociedade que sustentam o projeto do Partido dos Trabalhadores. “Acho necessário projetos econômicos para colocar a casa em ordem, mas desde que não rompa ou ameace a nossa união com os movimentos sociais, com a classe trabalhadora e operária, com os estudantes… Não podemos perder o apoio do MST. MTST, da UNE, da CUT…Essa é a base social que nos mantém. Vamos fazer o que é necessário para a economia e superar a crise, mas mantendo a aliança”, avalia.

Reação e Solidariedade – Greenhalgh também fez uma breve análise sobre a trajetória do PT, ao longo dos 35 anos de história. Para ele, a união da juventude e experiência de militantes fundadores do partido é essencial para o enfrentamento da atual conjuntura política.

“A pior coisa que pode acontecer é nos isolarmos. Mesmo que haja divergências de opiniões entre companheiros, vamos ter que andar de mãos dadas, pois é nosso projeto e partido que está em questão. Discutimos as diferenças em debates e reuniões internas. Fora, é um por todos e todos por um!”, salienta.

Representatividade – Ao longo de doze edições, mais de 700 pessoas compareceram ao Fórum de Conjuntura Eleitoral. A 12ª edição foi marcada pela qualidade das participações e prestigiada por militantes históricos como o ex-deputado estadual Adriano Diogo  e a dirigente estadual Misa Boito; pelo deputado estadual João Paulo Rillo; pelos dirigentes estaduais como a secretária de Assuntos Institucionais, Silvana Donatti, a secretária de Nucleação e Mobilização, Janaína Cristina, o chefe de gabinete da presidência, Humberto Tobé,  além dos vereadores Lineu Navarro (São Carlos), Chico Almeida (Piracicaba),Alfredo Martins (São Vicente), do diretor da Fundação Perseu Abramo, Kjeld Jakobsen, da chefe de gabinete da presidência da república em São Paulo, Nilza Fiuza, e do assessor jurídico de movimentos sociais, Manoel Del Rio.

Também compareceram coordenadores de Macros, dentre eles, Claudinho da Geladeira (ABC), Irineu Casemiro (Osasco), Thaís Tosato (Mantiqueira), Paulo Costa (Guarulhos), além de presidentes de diretórios, representantes de assessorias parlamentares e movimentos sociais, bem como jovens e simpatizantes do PT.

História e Turnê – Um dos fundadores do PT, Greenhalgh foi vice-prefeito da capital paulista, na gestão da ex-prefeita Luiz Erundina (1989-1992) e ex-deputado federal por quatro mandatos. Dentre inúmeros cargos ocupados no partido, esteve num período como vice-presidente nacional.

Como parlamentar e militante, suas principais plataformas eram a defesa dos direitos humanos, contra a redução da maioridade penal e contra o estabelecimento do Acordo Livre de Comércio das Américas (ALCA).

A satisfação dos presentes com a apresentação de Greenhalgh foi acima da média, tanto que surgiram inúmeros pedidos para que o ex-deputado levasse a palestra “A Judicialização da Política e a Criminalização do PT” às várias regiões e municípios do estado de São Paulo.

“Quero dizer neste momento que assumo o compromisso de ir aonde for convidado”, afirma Greenhalgh.

Próximo encontro – O Fórum de Conjuntura Eleitoral do GTE PT-SP realiza o 13º encontro no dia 7 de outubro (quarta-feira), às 19h, na sede do PT-SP. Como fruto da parceria com o “Projeto SP”, o tema proposto para o debate é a “Crise da Água no Estado de São Paulo”.

O espaço é aberto para a participação dos militantes, dirigentes, parlamentares, prefeitos, prefeitas e vices, coordenadores e coordenadoras de Macros, representantes dos movimentos sociais e entidades da sociedade civil.

Por Fábio Sales, do PT-SP


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Um pensamento sobre “Greenhalgh reforça luta contra a criminalização do PT

  1. Há necessidade se fazer uma campanha de descriminalização do PT, uma vez que o que se tem visto , no país, é a politização de juízes e ministros, que usam dois pesos e duas medidas nas indiciações, prisões e julgamentos dos acusados de corrupção. Os julgadores têm usado o mesmo método que Hitler usou na Alemanha, com o nazismo: repetir mentiras até se tornarem verdades. E o juiz que dirige esses julgamentos, deixa os acusados em situação tal, que eles acabam optando por dizer tudo que esse juiz quer ouvir e, assim, fazer, exatamente, aquilo que é esperado por aqueles que o bajulam com prêmios e reuniões, que enchem sua”bola”, até que ele acabe fazendo o que esses bajuladores querem. Tudo isso, dá para notar, pelas notícias mentirosas , que não passam de uma armação que tenta acabar com o Partido, criado pelos trabalhadores, que teve enorme crescimento e alçou o cargo máximo deste país. Aí, se nota o pavor da oposição, alijada do poder que sempre dominou, com a possibilidade de, na próxima eleição, o ídolo maior do PT, candidatar-se e, mais uma vez, deixá-los de fora do cargo mais alto do Brasil.

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