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Dilma: “Governo ilegítimo tem tendência incontornável para o arbítrio e repressão”

Presidenta participou nesta sexta-feira (3) de um evento em Porto Alegre e, em um discurso contundente, disse que por trás do processo de impeachment há uma agenda ultraliberal e ultraconservadora

Por Victor Labaki na Revista FÓRUM

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (3) em um evento em Porto Alegre (RS), que o governo interino de Michel Temer tem uma tendência para o arbítrio e repressão.

“Como o governo é ilegítimo, ele tem uma tendência incontornável para o arbítrio e para a repressão. Para o arbítrio eu dou um exemplo: a negação do nosso direito de defesa diante do processo em curso no Senado.” Dilma se referiu a uma decisão do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) que não acatou a inclusão dos áudios gravados por Sérgio Machado na peça de defesa da presidenta do seu processo de afastamento.

Durante sua fala em Porto Alegre, Dilma comparou o golpe militar de 1964 com a tentativa de a tirarem do poder. “Para gente ter uma ideia há uma diferença entre o golpe da ditadura e o golpe parlamentar e a democracia. (…) Se a gente considerar que a democracia é uma árvore, o golpe militar é um machado que corta a árvore e instala no seu lugar um deserto e instalando em seu lugar o arbítrio. (…) Se a gente considerar que o golpe parlamentar é uma árvore ele não é um machado ele é um parasita que come as instituições e impedem que elas funcionem, que elas se desenvolvam”.

A presidenta disse ainda que o que está em curso no país é uma agenda econômica ultraliberal e conservadora comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – a quem se referiu como uma pessoa que tem prática em cometer delitos e irregularidades.

“O senhor Cunha tem toda uma prática que beira uma espécie de organização para cometer delitos e praticar irregularidades e é isso que explica que a aceitação do processo de impeachment. E por baixo dessa aceitação há uma pauta e uma agenda própria, e essa agenda é ultraconservadora nas questões dos direitos individuais e coletivos e nas questão da politica social. É uma agenda ultraliberal na economia”.

Dilma também afirmou que Cunha ainda continua em atividade apesar de ter sido afastado e que o deputado indicou a maior parte dos ministros de Michel Temer.

“O centro [da Câmara] se fragmentou bastante e ganhou uma hegemonia de direita explícita que é controlada e exercida pelo ex-presidente afastado e em atividade constante, o senhor Eduardo Cunha. (…) Na verdade ele indicou não só o líder do governo provisório e ilegítimo, ele indicou talvez a maior parte dos ministros interinos provisórios ilegítimos”, afirmou, indicando ainda que há um movimento na Câmara que só aceita a retirada de direitos sociais para contornar a crise.

“Na Câmara não passa nenhuma proposta de aumento de impostos porque criminalizaram os impostos de uma forma que eles garantiram que a única forma de conseguir um reequilíbrio fiscal é retirar direitos. É por isso que hoje nós vemos o absurdo de querer reduzir o bolsa família a 5%”.

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